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16 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Procura por previdência complementar cresceu 8,8% no Brasil - Jornal Brasil em Folhas
Procura por previdência complementar cresceu 8,8% no Brasil


Com incertezas sobre as novas regras de aposentadoria e o temor de não haver recursos suficientes, tem muito mais gente procurando um jeito de completar a renda no futuro. Em 2017, mais de 470 mil novos planos de previdência complementar foram feitos no Brasil. Segundo o último balanço da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), de janeiro até outubro, o volume de investimentos cresceu 8,8% em relação a 2016.

“Programar uma renda complementar para quando se aposentar não é um hábito comum para os brasileiros, mas a discussão da reforma da Previdência tem chamado mais a atenção para a necessidade de construir uma reserva para o futuro”, afirma o professor de economia da faculdade IBS – Fundação Getúlio Vargas (FGV) Flávio Correia.

O debate sobre o futuro da Previdência não é o único fator a incentivar o crescimento das adesões. “Em um momento de maior dificuldade na economia, é natural que se reduza o consumo e aumente a poupança”, ressalta o superintendente comercial da Brasilprev, Guilherme Rossi.

A pedido da reportagem, Rossi fez algumas simulações de quanto um brasileiro que quer se aposentar aos 65 anos teria que guardar mensalmente para ter uma renda complementar de R$ 5.000. Se começasse aos 20 anos, o aporte seria de R$ 340 a R$ 470. Começando aos 40, o montante mensal seria de no mínimo R$ 1.300, considerando uma rentabilidade anual de 6% ao ano. “A grande questão é a pessoa começar o quanto antes, porque vai facilitar bastante”, afirma.

Independentemente de quando começar, o professor da Escola Nacional de Seguros Lauro Faria ressalta a importância de manter o foco do investimento, que é uma reserva para completar a renda no futuro. “Existem muitas vantagens, com destaque para a baixa tributação. Mas, se a pessoa resgatar antes da hora, vai perder o benefício. O ideal é deixar no mínimo dez anos”, afirma.

Quando se faz um plano, a pessoa escolhe o modelo de tributação. Pela tabela progressiva, a alíquota será única, de 15%. Pela regressiva, varia de 35% a 10%, sendo menor por quanto mais tempo deixar o recurso. “É importante saber distinguir os objetivos e quanto vai destinar para reserva de longo prazo e para reservas emergenciais, pois são investimentos distintos. A pessoa também precisa entender que é uma renda para complementar a aposentadoria”, destaca.

A administradora Glasielle Fagundes Cunha, 38, começou sua previdência há 11 anos. Se quisesse resgatar, já teria a menor tributação. “Mas o objetivo é a aposentadoria e vou deixar tudo lá, até os 65 anos. Para outras situações, eu tenho outros tipos de aplicações”, comenta. Ela guarda cerca de R$ 900 por mês. Se tivesse começado agora, teria que guardar cerca de 45% a mais.

Reforma. O projeto de reforma da Previdência foi retirado da pauta do Congresso em razão do decreto de intervenção do governo federal no Rio de Janeiro por causa da crise na segurança pública.

Mercado nacional. De janeiro a outubro de 2017, os investimentos em planos de previdência somaram R$ 7 bilhões em Minas Gerais, uma fatia de 8,1% do total no país.

Governo eleva fatia do multimercado

Os planos de previdência privada têm rentabilidade média de 6% ao ano, além de taxas de administração, que custeiam a gestão dos fundos. Estes, por sua vez, são atrelados à taxa básica de juros, que caiu pela metade no ano passado, de 13% para 6,75% ao ano. Segundo o professor da Escola Nacional de Seguros Lauro Faria os impactos só não foram maiores porque também afetou os demais fundos de renda fixa. “O governo percebeu isso e flexibilizou os planos, permitindo ampliar a fatia dos fundos de multimercados”, afirma Faria.

“No passado, a fatia era menor, o que dificultava ganhos mais expressivos. Agora, a participação dos multimercados, com mais risco, tende a aumentar”, destaca o superintendente comercial da Brasilprev, Guilherme Rossi.


 

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