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20 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Premiê britânica pede acordo urgente sobre segurança com UE pós-Brexit - Jornal Brasil em Folhas
Premiê britânica pede acordo urgente sobre segurança com UE pós-Brexit


A primeira-ministra britânica, Theresa May, insistiu neste sábado (17) na urgência de se negociar uma cooperação de segurança privilegiada entre o Reino Unido e a União Europeia (UE) após o Brexit, alertando que, sem isso, a segurança dos europeus ficará em perigo.

Esta não é uma época, na qual possamos permitir que nossa cooperação se veja inibida, que a segurança dos nossos cidadãos seja posta em perigo por uma competição entre sócios, rigidez institucional e ideologias arraigadas, advertiu durante a Conferência de Munique sobre Segurança.

Para May, europeus e britânicos não podem adiar essa discussão e devem urgentemente elaborar um tratado para proteger todos os cidadãos europeus.

Esse acordo deve estabelecer mecanismos para organizar o respeito da soberania de cada país e prever que as jurisdições europeias sejam competentes em alguns casos, e as britânicas, em outros, detalhou a premiê.

Devemos fazer o que for mais útil, mais pragmático para garantir nossa segurança coletiva, acrescentou.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, que falou antes de May, tentou se mostrar conciliador, apontando que o Reino Unido, durante décadas, contribuiu para as capacidades, tradições e pensamento da União Europeia.

Devemos tentar manter relações tão estreitas e produtivas quanto possível após o Brexit, defendeu.

O Reino Unido abandona a UE, mas não abandona a Europa, nem a ordem liberal ocidental, insistiu Gabriel.

- Não há guerra contra Londres -

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, também disse confiar na manutenção desse laço com o Reino Unido e no desenvolvimento da Europa da Defesa.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reiterou, por sua vez, que os europeus não estão em guerra contra Londres e querem conservar essa ponte de segurança, essa aliança de segurança com os britânicos.

Mas não quero que coloquem no mesmo cesto as questões sobre a política de segurança e as questões comerciais, advertiu Juncker, depois de May já ter sido criticada por parecer querer vincular a cooperação em matéria de segurança - terreno no qual Londres tem um papel crucial na Europa - a um acordo comercial privilegiado com a UE.

As negociações entre britânicos e europeus parecem em ponto morto atualmente. O Reino Unido ainda não definiu sua postura sobre as futuras relações comerciais e tampouco está de acordo sobre as modalidades do período de transição reivindicadas para depois do Brexit. No cronograma atual, a conclusão da saída está prevista para 29 de março de 2019.

- Criatividade real -

Segundo May, manter uma associação estreita entre a UE e o Reino Unido pós-Brexit seria uma ambiciosa decisão, sem precedentes.

Já existem em outros terrenos, como comércio, relações estratégicas entre a UE e outros países, afirmou.

E não há qualquer razão jurídica, ou operacional que impeça um acordo em matéria de segurança interna, completou.

A premiê ressaltou que o fim da participação britânica nos mandados europeus de detenção, ou na Europol, prejudicaria muito a eficácia da luta europeia contra o terrorismo, o crime organizado e a cibercriminalidade.

May pediu que as lideranças de ambos os lados mostrem vontade política e criatividade real.

Por último, prometeu que Londres respeitará todas as sanções internacionais adotadas quando era membro da UE e poderá continuar, se for necessário, participando de operações europeias no exterior.

Na sexta-feira (16), os diretores dos serviços de Inteligência Estrangeira britânicos (MI6), franceses (DGSE) e alemães (BND) se manifestaram em conjunto - o que é incomum - para garantir que o Brexit não prejudicará sua cooperação.

Mesmo depois da saída do Reino Unido da UE deve-se manter uma estreita cooperação e continuar compartilhando informação entre os Estados em questões de terrorismo internacional, de imigração clandestina, de proliferação e de ciberataques, afirmaram em um comunicado conjunto divulgado na página on-line do BND, por ocasião da Conferência de Munique.

 

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