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13 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Blocos de BH defendem criação de passarelas para desfiles e segurança cidadã - Jornal Brasil em Folhas
Blocos de BH defendem criação de passarelas para desfiles e segurança cidadã


Na boca do folião, só elogios: muito agito, gente bonita, poucas ocorrências policiais, diversidade de ritmos e samba no pé, axé na cabeça, funk para turbinar a folia e marchinhas relembrando outros tempos. Os organizadores e produtores dos blocos também atestam o sucesso do carnaval 2018 em Belo Horizonte, embora cientes de que a estrutura pode melhorar, principalmente para os pesos-pesados dos desfiles, que defendem a necessidade de criação de circuitos pré-definidos a fim de diminuir impactos urbanos e fazer a cidade entender a festa sem desafinar.

Se os maiores blocos querem explorar mais as ruas, com apoio municipal, os de engajamento social, em especial no âmbito da ocupação do espaço público, defendem a liberdade de continuar colorindo a cidade de uma forma diversa e democrática. E sem problemas com as autoridades.

“Precisamos de uma segurança cidadã, comunitária e humanizada durante o carnaval. A Polícia Militar, por exemplo, precisa mudar a forma de perceber a alegria das pessoas no período”, diz Rafael Barros, integrante do Filhos de Tcha Tcha, que normalmente sai em áreas de ocupação e este ano desfilou na Região do Barreiro, com cerca de mil foliões.

Na segunda-feira, a dispersão numa área de ocupação foi alvo, segundo Barros, da “truculência e violência” de policiais no lugar do diálogo. A PM nega truculência e afirma que os integrantes desrespeitaram o horário marcado para a conclusão do desfile e pedras foram arremessadas nos PMs, além de uma mulher ter desacatado os militares.

Campeão de audiência no carnaval de 2018, o bloco Baianas Ozadas arrastou 650 mil pessoas pelas avenidas Amazonas e Afonso Pena segundo os organizadores. O aumento de cerca de 150 mil pessoas em relação a 2017 aumentou também os níveis de animação e emoção do desfile, mas trouxe junto as dificuldades, principalmente de deslocamento do trio, que saiu da Afonso Pena entre as ruas Bahia e Espírito Santo, entrou na Avenida Amazonas e terminou na Praça Rui Barbosa (da Estação).

Segundo a empresária do bloco, Pollyana Paixão, o fechamento do sentido rodoviária da Afonso Pena por conta dos desfiles dos blocos caricatos fez com que a aglomeração se iniciasse prioritariamente na frente o trio, o que dificultou a saída e exigiu paciência dos foliões e da organização.

Outra questão que, na avaliação da empresária, poderia ter sido majorada era o número de seguranças contratados – foram 50 este ano – para manter a corda no entorno do bloco, mas ela explica que é muito difícil planejar a quantidade de pessoas que vai seguir o cortejo. “Avaliando, agora, acho que este ano a gente deveria ter contratado 100 seguranças.

Para o ano que vem, mesmo se acharmos que não vai crescer, mas acaba crescendo, teremos que começar a pensar em 150”, afirma. As interferências de árvores, semáforos e cabos apontam, segundo Pollyana, a necessidade de se pensar em circuitos pré-estabelecidos da folia, em que seja possível planejar menos interferência, algo semelhante ao que ocorre em Salvador.

Pollyana ainda destaca que estruturar o carnaval como um produto que precisa de mais investimento das empresas privadas é a principal necessidade, a partir do momento em que a festa tomou as proporções vistas nas ruas e avenidas da cidade. Mas ela acredita que isso não é nenhum empecilho para o caráter diverso da folia, que também tem todo o espaço para as reuniões espontâneas e blocos menores, cuja ocupação de áreas públicas é a principal reivindicação, bandeira essa que foi a responsável pela retomada do carnaval de BH. “Também não estamos falando em momento nenhum de abadá, mas sim de um local onde possamos atrair um número de público com estrutura melhor”, afirma.
Blocão

A percepção tirada a partir do desfile do bloco Baianas Ozadas é corroborada por um dos líderes do Baianeiros, bloco com credencial de gigante depois dos dois desfiles em que inundou ruas do Bairro Castelo, na Pampulha, e do Buritis, na Região Oeste. No primeiro, Lelo Lobão, que foi baixista da banda Chiclete com Banana por 17 anos, estima que o trio que comanda junto com Danniel Maestri arrastou 150 mil pessoas. No segundo, o cálculo é de que tenha alcançado até 100 mil.

“Os shows foram sensacionais e já nos apontam a necessidade de avaliar algum outro local mais aberto no Castelo. No Buritis ainda não enxergo tanta alternativa, mas é certo que o trio elétrico tem que andar. Quando fica parado, a probabilidade de a multidão ser ainda maior é muito grande”, diz Lelo.


Tanto no Buritis quanto no Castelo, o grupo enfrentou muita interferência de veículos estacionados nas ruas, o que para Lelo indica que faltou maior ostensividade de faixas e avisos das proibições de estacionamento. Ao defender a possibilidade de se estudar circuitos da folia, ele também acredita que a medida dará mais segurança aos blocos gigantes. “A gente só fica pensando em procurar formas de encaixar cada bloco dentro de sua característica”, afirma.

Festa para todo mundo

Produtora do Tchanzinho Zona Norte, que arrastou 50 mil pessoas no desfile deste ano – 20 mil a mais do que em 2017 – no Bairro Dona Clara, na Região da Pampulha, Laila Heringer diz que o crescimento mostra um ponto altamente salutar: os blocos “tocaram” todo mundo, situação bem diferente do início da década, quando estavam restritos “à classe média e estudantes da Centro-Sul”.

Lembrando que o Tchanzinho já nasceu descentralizado em 2013, a produtora lembra ser fundamental pensar em quem brinca o carnaval ou está circulando pela cidade, trabalhando ou com outras atividades.

Por isso mesmo, as atenções do bloco se voltam para a BHTrans, que precisa, no entender de Laila, se preocupar com o espaço para o desfile dos blocos e também com os pedestres. “Este é um ponto crucial para não causar problemas”, disse Laila, que destaca maior comunicação existente com a Belotur/Prefeitura de Belo Horizonte, organizadora do carnaval. Para ela, merecem elogios a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), pela capina da Avenida Sebastião de Brito, no Dona Clara, e a Sudecap, pelo tapa-buracos nessa via pública.

Já Rodrigo Zavagli, organizador do Beiço do Wando, que este ano se apresentou na Praça da Pampulha, também bate palmas para a descentralização. No ano passado, o bloco saiu no Bairro Funcionários, na Centro-Sul, com 40 mil pessoas. “Não sabemos ainda se em 2019 será no mesmo lugar, mas posso dizer que foi mais confortável. Sem aperto e mais amplo”, disse.

Um dos problemas no local, criticado por muitos foliões, esteve no número limitado de banheiros químicos. Zavagli não culpa a Belotur, já que essa prestação de serviço é terceirizada. Ele diz que seriam colocados 87 na praça, mas quando chegaram havia apenas 20. Devido à situação, foram providenciados mais 45. “Acho que fizemos um carnaval mais equilibrado, com um som melhor, e distribuímos cerca de mil sacos de lixo para o público”, ressaltou.

Toque de recolher

Rafael Barros, integrante do Filhos de Tcha Tcha, que está na ativa desde 2010, afirma que o local de desfile é sempre trabalhado durante o ano – desta vez, por exemplo, foi numa área de ocupação no Barreiro. Sobre a atitude da Polícia Militar, ele acha que precisa haver mudança em relação aos foliões. No caso da dispersão, Rafael está certo de que ocorreu um “toque de recolher”, pois tudo estava dentro do estipulado e tinha muito pouca gente no local, às 21h.

“Em vez de diálogo, houve violência”, resume. A PM respondeu que os integrantes tentaram negociar a ampliação do horário do desfile do bloco, marcado para se encerrar às 20h, mas que uma integrante do bloco desacatou os militares após se exaltar muito e por isso acabou sendo detida. Um homem também foi preso por atirar pedras e machucar policiais que estavam na segurança do evento, conforme o tenente-coronel Sílvio Mendes, comandante do 41º Batalhão da PM.

 

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