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19 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Detentos fazem reféns em penitenciária do Rio de Janeiro - Jornal Brasil em Folhas
Detentos fazem reféns em penitenciária do Rio de Janeiro


Dois dias após a decretação da intervenção federal na área de segurança pública do Estado do Rio, detentos da Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, na Baixada Fluminense, iniciariam uma rebelião neste domingo. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), há reféns neste momento.

Conforme nota divulgada por volta de 19h45 pela Seap, inspetores de segurança e administração penitenciária frustraram, ainda de tarde, uma tentativa de fuga de internos na penitenciária. Logo após, os internos iniciaram um motim. A Seap informa ainda que há reféns, no momento, diz a nota.

Segundo o jornal Extra, pelo menos quatro agentes penitenciários, um deles chefe de segurança da cadeia, teriam sido feitos reféns pelos presos. O portal de notícias G1 informou que agentes penitenciários foram abordados durante a contagem dos presos, por detentos com dois revólveres e uma pistola.

O Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Seap está no local. O Batalhão de Choque e diversas unidades da Polícia Militar (PM) também apoiam a ação diante da rebelião.

Mais cedo, a Seap havia informado que uma série de medidas especiais foram tomadas nas penitenciárias. Algumas delas estavam sendo planejadas antes do decreto de intervenção federal, publicado na última sexta-feira, mas foram antecipadas após o presidente Michel Temer tomar a medida.

Em nota, a Seap informou que a intervenção abrange todos os setores da segurança pública e, dessa forma, coube ao secretário antecipar algumas medidas de controle, na intenção de evitar qualquer reação da população carcerária. Questionada, a secretaria não detalhou quais seriam as medidas de controle.

Reforço

Diante de um cenário de instabilidade na segurança do Rio, uma série de medidas especiais estão sendo tomadas nas penitenciárias. Algumas delas, que já estavam sendo planejadas, foram antecipadas após o anúncio de intervenção federal na segurança pública do Estado, na última sexta-feira, 18. Apesar das mudanças, o sindicato dos servidores dos presídios negou que exista uma tensão maior nos sistema carcerário do Estado.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que a “intervenção abrange todos os setores da segurança pública e, dessa forma, coube ao Secretário antecipar algumas medidas de controle, na intenção de evitar qualquer reação da população carcerária”.

David Anthony Gonçalves Alves assumiu a Seap no dia 24 de janeiro. Desde então, mudanças na gestão dos presídios estavam em andamento, informou sua assessoria de imprensa. Ele afirma que aceitou o cargo para reorganizá-lo, “visando um novo modelo de gestão, promovendo maior integração com a Secretaria de Segurança Pública”, afirmou.

De acordo com Gutembergue Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio de Janeiro (Sindsistema Penal RJ), as mudanças que estão sendo implantadas são apenas “um critério de administração”. “É uma nova gestão (na Seap), foram substituídos o secretário de gestão operacional e todos os coordenadores. Cada um tem um método de operacionalizar o sistema, e eles estão fazendo conforme as diretrizes deles”, declarou Gutembergue.

No sábado, o Sindsistema Penal RJ divulgou comunicado no qual classifica como positiva a intervenção federal, mas afirma que a categoria não será “subserviente a vaidades”. O sindicato ainda destaca a superlotação e insuficiência de pessoal nos presídios, que contribuiriam para agravar o estado de insegurança.

Para Gutembergue, no entanto, a intervenção federal funcionará “apenas como um analgésico para baixar a febre”. Ele ressaltou que o sistema carcerário do Rio de Janeiro conta atualmente com cerca de 4.600 servidores, quando o ideal seriam 7 mil. A população carcerária, de 51 mil detentos, é de praticamente o dobro do que comportam os presídios do Estado, segundo suas contas.

“Não acredito que os soldados do Exército vão entrar nos presídios, mas a ajuda será importante. Poderão nos dar cobertura, instrumentos. Hoje não temos aparato tecnológico nenhum”, sustentou.

 

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