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17 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Fim de uma era: Fiat para de produzir o Palio após 22 anos - Jornal Brasil em Folhas
Fim de uma era: Fiat para de produzir o Palio após 22 anos


Para muitos consumidores, o Fiat Palio vai deixar saudades. É que o carro, que já foi líder de vendas no país, não será mais fabricado em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, conforme informações oficiais da montadora. A justificativa da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) é a renovação do portfólio, que começou com o lançamento da Fiat Toro, em 2016. É o fim de uma era no setor automobilístico do Brasil e, sobretudo, de Minas.

Para o consultor automotivo Paulo Garbossa, o Palio fortaleceu a marca Fiat no país e conquistou o consumidor pelo preço. “Cabia no bolso”, diz. Ele ressalta que o fim da era Palio serve para dar início a uma nova geração de carros com o objetivo de atender o gosto do consumidor, com modelos como o Fiat Cronos e o Fiat Argo. O Palio foi o primeiro lançamento mundial da Fiat no país, em 1996, em Ouro Preto, na região Central do Estado, e na capital.

O Palio foi um marco para a indústria automobilística brasileira. Desenvolveu uma cadeia de fornecedores em Betim e região e fez a montadora aumentar seu quadro funcional em 11% nos primeiros anos de sua produção. O compacto era a opção mais moderna que o Uno Mille, que, na época, tinha 12 anos de mercado. Enquanto o Mille preservava as linhas quadradas que o consagraram, o Palio trazia algo novo em termos de design, com formas arredondadas para concorrer com o Gol, da Volkswagen.

O primeiro Palio também trouxe algumas novidades para o segmento de hatches compactos na época. Em todas as versões, o modelo podia receber airbags frontais e freios ABS, itens ainda raros mesmo em segmentos superiores. O auge do Palio aconteceu em 2014, quando ocupou o primeiro lugar em vendas no Brasil.

No mercado há quase 22 anos, com cerca de 3 milhões de unidades vendidas e duas gerações, o carro fez, ou ainda faz, parte da vida de muitos consumidores. O representante comercial Tony Picoli é um dos entusiastas do carro. “Eu só tive Palio, foram dois. O primeiro foi há cerca de nove anos. Em outubro do ano passado, troquei por outro. Fico chateado com o fim dele na praça”, diz.

Para ele, uma das vantagens oferecidas pelo Palio é a economia, tanto de combustível como na reposição de peças. “Eu uso o carro tanto para lazer como para o trabalho. Como representante comercial, eu preciso de um carro econômico, pois rodo muito”, conta.

A advogada Ana Gomes teve um Palio durante quase quatro anos. “Tenho boas lembranças. É um carro acessível para o jovem. Tive o meu aos 18 anos”, diz. Outra motorista que se lembra com carinho do modelo é a jornalista Maria Thereza Casale. “Foi minha primeira grande compra, aos 23 anos. Era um seminovo, com 19 mil km. Tenho boas lembranças”, conta.

Para ela, o carro significou independência. “Antes, eu dependia do ônibus. Era um carro ótimo, pequeno e com bom custo-benefício”, frisa. A jornalista ficou com o carro durante três anos. O modelo tem até comunidade de fãs nas redes sociais, o Facebook Club Palio.

Garbossa diz que a saída de linha do modelo faz com que o carro perca valor de mercado. Entretanto, ele afirma que, por ser um popular, com muitas unidades circulando pelas ruas e rodovias, com peças de reposição fáceis de encontrar, a desvalorização não é expressiva. “O Palio sempre vai ter comprador. É um carro que qualquer mecânico sabe arrumar”, observa.

Família

O Palio deu origem a outros produtos da Fiat: a picape Strada e a perua Weekend. Os “irmãos” do Palio ainda estão disponíveis para venda no Brasil;

Com o fim do Palio, o Mobi assume a posição de veículo de entrada da montadora no país.

 

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