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17 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Prêmio a quem faz a diferença - Jornal Brasil em Folhas
Prêmio a quem faz a diferença


Um bom trabalho pode mudar uma realidade. Esse foi o pensamento que fez surgir o Prêmio Espírito Público, que vai premiar em R$ 50 mil servidores públicos, concursados e comissionados, de todo o país que contribuem efetivamente para o desenvolvimento do serviço público no Brasil. Além do dinheiro, os quatro vencedores das categorias segurança pública, educação, meio ambiente e gente, gestão e finanças públicas ganharão uma jornada de aprendizagem em Londres, na Inglaterra, para conhecer instituições do serviço público britânico, organizada pelo jornal inglês “The Guardian”.

“Queremos reconhecer as pessoas que fazem a diferença e quebrar esse estereótipo que existe no Brasil de que o servidor público é encostado ou é corrupto”, explica Marina Cançado, 29, coordenadora da associação Agenda Brasil do Futuro, realizadora do prêmio ao lado da ONG República.org.

As inscrições para o prêmio estão abertas e vão até 25 de março deste ano no site http://premioespiritopublico.org.br. Os vencedores serão divulgados em uma cerimônia no Rio de Janeiro, em agosto deste ano. “Uma coisa bacana é que uma semana depois que as inscrições foram abertas, já tínhamos recebidos candidatos de todos os Estados brasileiros”, conta o presidente do conselho de administração da República.org, Guilherme Coelho, 38.

O servidor apto a concorrer ao prêmio deve ter pelo menos dez anos de atuação no serviço público, sendo pelo menos cinco anos na última década, em qualquer esfera: municipal, estadual e federal. Aqueles que atuam na administração indireta, que inclui fundações, autarquias e empresas públicas, também podem concorrer. Não podem participar da premiação, segundo o regulamento, aqueles que ocupem função diretiva em partido político no momento da inscrição nem quem já tenham sido condenados por crime contra a administração pública. “O prêmio é uma forma de valorizar as pessoas e mostrar que o serviço público pode ser um instrumento de mais equidade, e sabemos que o Estado é feito basicamente por pessoas”, explica Coelho.

“Nós da ABF acreditamos muito no indivíduo, que sempre são as pessoas que fazem a diferença. Então, para nós, valorizar a pessoa mais comprometida vai criar uma onda positiva de transformação no Estado”, afirma Marina Cançado. “A nossa premissa é que, ao reconhecer esse esforço, outras pessoas que estão no serviço público e acabaram desistindo, cansaram de tentar, acabem resgatando a sua vontade de fazer diferente”, acrescenta. Entre as mudanças necessárias apontadas por Marina está a diminuição das estruturas intermediárias. Grande parte das pessoas do serviço público está nas áreas meio, intermediários internos que ficam cuidando de pequenas burocracias. São processos intermediários que nada agregam ao serviço público na ponta. Acreditamos que existem outras formas de se organizar”, diz.

Inspiração

Judiciário. Em sua primeira edição, o prêmio Espírito Público se inspirou, além de exemplos internacionais, no prêmio Innovare. “Porém, nesse caso, o foco é só o Judiciário”, diz Guilherme Coelho.
Jovens em busca de modelos para o país

Formadas por jovens, as associações que realizam o prêmio Espírito Público – Agenda Brasil do Futuro (ABF) e instituto República.org – fundadas há cerca de dois anos, visam aprimorar o serviço público do país. O República.org financia pesquisas e projetos de terceiros com esse objetivo.

“Queremos levar o conhecimento da academia e das artes para inspirar o Estado brasileiro”, explica o presidente do conselho de administração do República.org, Guilherme Coelho, que também é cineasta.

A ABF reúne jovens de 20 a 30 anos que se conheceram em um programa de formação sobre o Brasil realizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo a coordenadora da ABF, Marina Cançado. Um dos focos da ABF é discutir formas “mais transparentes e profissionais de escolher os servidores comissionados, que ocupam cargos de confiança, no serviço público”, explica Marina.

 

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