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 Parcelamento sem juros pode terminar, alertam entidades - Jornal Brasil em Folhas
Parcelamento sem juros pode terminar, alertam entidades


Já faz parte da rotina. Praticamente todos os dias, há pelo menos quatro anos, o promotor de eventos Igor Jardel, 27, saca da carteira um de seus oito cartões de crédito, de várias bandeiras, e parcela no máximo de vezes possível alguma compra, principalmente quando o valor supera R$ 500. “Não tem jeito. Como viajo muito a trabalho, divido a compra de roupas, calçados, passagens aéreas e rodoviárias, hospedagem, despesas com alimentação e até mesmo corridas de táxi, quando o motorista aceita cartão”, diz ele. No fim do mês, os extratos, com datas de vencimento variadas, somam cerca de R$ 2.000. “Dependo do parcelamento para minhas despesas diárias. Hoje, é impossível viver sem ele”, admite o promotor de eventos.

Porém, a segurança e a conveniência proporcionadas pelo parcelamento sem juros no chamado “dinheiro de plástico”, que responde hoje por algo entre 50% e 55% das operações no país, podem estar com os dias contados, segundo alertam entidades de defesa do consumidor e do comércio. Isso porque a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) apresentou ao Banco Central (BC) uma nova modalidade de financiamento via cartão de crédito.

Pela proposta, os consumidores fariam uma espécie de crediário, com juros mais baixos, para parcelar as compras, com base em um limite fixado pela operadora, que poderia ser usado em qualquer loja, independentemente do porte. A administradora do cartão pagaria o lojista em até cinco dias após a operação e assumiria os riscos. As prestações e despesas com juros ficariam visíveis para o cliente na maquininha do cartão no ato da compra.

No modelo atual, a decisão de oferecer o parcelamento e estipular o número de parcelas cabe ao comerciante, que recebe a primeira parcela após 30 dias, enquanto o consumidor vai pagando as demais na fatura do cartão. Hoje, segundo as operadoras, o parcelamento sem juros está disponível principalmente nas grandes redes de varejo. O BC ainda não decidiu se acata ou não a sugestão e preferiu não se manifestar sobre o assunto. Procurada, a Abecs confirmou o envio da proposta. E informou que “os estudos e as discussões sobre o tema se encontram em fase inicial”. E, por isso, também não comentaria o assunto.

Ofício. Na avaliação da advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Lívia Coelho, o fim do parcelamento sem juros no cartão de crédito é uma “possibilidade real, que não pode ser descartada” e que preocupa a entidade. Por isso, segundo ela, a Proteste enviou, no começo deste mês, ofício ao Banco Central pedindo mais informações sobre a proposta e solicitando a participação de alguma entidade ou órgão de defesa do consumidor nas discussões.

“Não temos nenhuma informação oficial sobre o que foi proposto, sobre taxas de juros que seriam cobradas, a partir de qual valor seria aplicada a nova modalidade ou sobre o custo total ao final do parcelamento”, explica a especialista. “Pela nova proposta, o valor das prestações e as despesas com juros ficariam visíveis para o cliente na maquininha do cartão na hora de finalizar a compra. Isso está errado, o consumidor tem o direito de saber com antecedência os valores, para poder fazer pesquisa entre as administradoras”, conclui Lívia.
Abecs nega fim da modalidade

Procurada, a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) preferiu não se pronunciar. Por meio de nota, informou que “o Banco Central tem consultado o setor no sentido de obter informações para subsidiar futura regulação, com o objetivo de ampliar a eficiência dos meios eletrônicos de pagamento e reduzir o custo do financiamento ao consumo.”

Sobre a possibilidade de eliminação do parcelado sem juros, garantiu que “essa informação não tem qualquer fundamento, e que jamais considerou essa hipótese.”

“Ao contrário disso, entre os diversos temas que são debatidos com o Banco Central, a Abecs apresentou estudos sobre novo produto para financiamento ao consumo, que ampliaria o leque de alternativas já existentes, provisoriamente denominado crediário”, diz a nota.

Ainda segundo ela, “esse novo produto possibilitaria prazos maiores de financiamento ao consumidor por meio do cartão e seria uma alternativa especialmente para os comércios menores, que não contam com capital de giro para financiar suas vendas”, diz o texto.

Usuários prometem reduzir o consumo

Apesar de se tratar de uma proposta ainda em estudo pelo Banco Central, adeptos do parcelamento sem juros temem as consequências da nova modalidade de pagamento, caso ela seja aprovada. “Sempre compro parcelado em três vezes quando o produto custa mais de R$ 500. Se acabar (o parcelamento) vou reduzir meu consumo. Ninguém gosta de pagar juros”, adianta o assistente fiscal Lucas Milagres, 23, que compra com o “dinheiro de plástico” principalmente equipamentos eletrônicos.

Opinião semelhante tem a redatora Thaís Lombardi, 28, que pelo menos uma vez por semana faz uso do parcelamento. “Compro há dez anos praticamente tudo que puder parcelado, sejam coisas para o dia a dia ou algo mais especial, mas sempre dentro do limite de R$ 500 por mês. Se não puder dividir mais, vou comprar bem menos”, diz. “Tudo que eles (bancos) querem, eles conseguem. Os bancos não olham muito para o consumidor, só enxergam o lado deles. Por isso, acho que vai passar”, afirma.

 

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