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18 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Julgamento de apelação de Radovan Karadzic será em abril - Jornal Brasil em Folhas
Julgamento de apelação de Radovan Karadzic será em abril


O julgamento da apelação de Radovan Karadzic, ex-dirigente dos sérvios da Bósnia, condenado em 2016 a 40 anos de prisão em particular por genocídio, será celebrado em abril próximo, em Haia.

A audiência de apelação de Karadzic, de 72 anos, será realizada em Haia em 23 e 24 de abril, anunciou, em um comunicado, Theodor Meron, presidente do Mecanismo para os Tribunais Penais Internacionais (MTPI), que tomou o lugar do Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia (TPII).

Em março de 2016, os juízes do TPII declararam Karadzic culpado de genocídio pelo massacre de 8.000 homens e meninos muçulmanos em julho de 1995, em Srebrenica, o pior massacre cometido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Karadzic também foi condenado por perseguição, assassinatos, violações e tratamento desumano ou deslocamentos forçados, sobretudo durante o sítio de Sarajevo, que durou 44 meses e no qual morreram umas dez mil pessoas, e por implantar campos de detenção onde as condições de vida eram desumanas.

Karadzic, que apresentou a apelação, avalia que os juízes o consideram um suposto culpado e construíram um processo para justificar essa presunção, afirmou seu advogado após a condenação em primeira instância.

Após ter pedido a prisão perpétua, o promotor do TPII Serge Brammertz também entrou com uma apelação, consideram que 40 anos de prisão não eram uma pena suficiente.

Radovan Karadzic é o mais alto dirigente julgado pelo tribunal de crimes cometidos na guerra dos Bálcãs, após a morte, em 2006, do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic, durante o processo.

Karadzic era o presidente da entidade sérvia da Bósnia, a Republika Srpska. A guerra da Bósnia deixou mais de cem mil mortos e 2,2 milhões de deslocados entre 1992 e 1995.

Ratko Mladic, ex-chefe militar dos sérvios da Bósnia, conhecido como Açougueiro dos Bálcãs, foi condenado pelo TPII em novembro à prisão perpétua por genocídio, crimes contra a humanidade e de guerra. Também anunciou que apelaria de sua sentença.

 

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