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15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Grande rede americana anuncia fim das vendas de fuzis de assalto - Jornal Brasil em Folhas
Grande rede americana anuncia fim das vendas de fuzis de assalto


Uma das maiores redes de artigos esportivos dos Estados Unidos, a Dicks Sporting Goods, anunciou nesta quarta-feira que vai deixar de vender fuzis de assalto após o massacre que deixou 17 mortos em uma escola na Flórida.

Depois do tiroteio mais letal em uma escola do país nos últimos cinco anos, a empresa fundada há 70 anos em Nova York também anunciou que, a partir de agora, só venderá armas para maiores de 21 anos, além de não oferecer mais tambores de alta capacidade.

A rede de lojas de departamento Walmart também anunciou a elevação da idade para a compra de armas em suas unidades para 21 anos.

Desde 2015, a Walmart já não vende fuzis de assalto semiautomáticos ou armas curtas, exceto no Alasca.

As decisões marcam um posicionamento mais duro do setor privado, após a inédita mobilização de jovens estudantes que sobreviveram à tragédia na escola secundária de Parkland, símbolos da luta pelo controle de armas no país.

Após receber duras críticas nas redes sociais, na semana passada várias empresas como Hertz e Delta anunciaram o fim das parcerias com a Associação Nacional de Rifles (NRA), após receberem fortes críticas nas redes sociais.

Este lobby há anos financia diversos congressistas e insiste que a Constituição garante aos cidadãos americanos o direito de portar armas. A NRA classificou como covardia política e cívica os anúncios das empresas.

- Temos que ajudar -

Com um fuzil AR-15, Nikolas Cruz, ex-aluno da escola Parkland, na Flórida, matou 14 alunos e três professores em 14 de fevereiro.

A violência por armas de fogo é uma epidemia que tirou a vida de pessoas demais, inclusive a esperança mais brilhante para o futuro dos Estados Unidos: nossas crianças, disse o presidente da empresa, Edward Stack, em nota.

Temos que ajudar a resolver o problema que temos à frente, acrescentou. Temos respeito e admiração tremendos pelos estudantes que estão se organizando e fazendo suas vozes serem escutadas sobre a violência causada por armas em escolas e outros lugares. Nós os escutamos. O país os escutou.

Stark revelou que, em novembro de 2017, a Dicks Sporting Goods vendeu armamento a Cruz, embora não o utilizado pelo atirador na escola.

A Dicks Sporting Goods ainda pediu ao Congresso para reformar as leis de controle de armas, com a proibição da venda de fuzis, o aumento da idade mínima dos compradores a 21 anos e a checagem de que os compradores não possuem doenças mentais, ou problemas com a lei.

A rede ainda sugeriu a proibição dos tambores de alta capacidade, a criação de uma base de dados universal com os nomes de pessoas para quem não se pode vender e a proibição da venda sem checagem de compradores - que às vezes acontecem em salões de armas, ou vendas privadas.

O massacre de Parkland foi o 18º tiroteio em uma escola dos Estados Unidos apenas neste ano. Desde o início de 2013, foram 291, segundo a organização Moms Demand Action, de mães que lutam contra a proliferação de armas de fogo.

- Ponto de virada? -

Estamos em frente a um ponto de virada sobre as armas?, questionou Matthew Dallek, professor de administração política na Universidade George Washington, em uma coluna no Yahoo.

Dallek traçou paralelos entre a mobilização estudantil e outras lutas que, no passado, transformaram as políticas de assuntos que pareciam imutáveis, da escravidão à aceitação casual do abuso sexual.

Contudo, ele previu que o Congresso deve fazer pouco, ou nada sobre o assunto a curto prazo.

Estudantes de Parkland organizam para 14 de março na capital do país uma grande manifestação para pedir ao Congresso que controle a venda de armas, desafiando a oposição de parlamentares republicanos e da NRA.

Outras similares são organizadas em todo o país. Em Nova York, por exemplo, milhares de estudantes planejam abandonar as salas de aula em solidariedade aos colegas de Parkland.

Os estudantes já conseguiram milhões de dólares em financiamento graças a doações de celebridades, como o ator George Clooney e a advogada de direitos humanos, Amal, o cineasta Steven Spielberg e a apresentadora Oprah Winfrey.

 

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