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10 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Trump minimiza risco de guerra comercial, mas diz que é fácil ganhar - Jornal Brasil em Folhas
Trump minimiza risco de guerra comercial, mas diz que é fácil ganhar


O presidente americano, Donald Trump, reforçou nesta sexta-feira (2) suas ameaças de impor taxas recíprocas aos parceiros comerciais e afirmou que as guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar.

Muito barulho por nada, opinou o secretário de Comércio, Wildbur Ross, em um programa de televisão, enquanto as bolsas caíam e ameaças de represálias comerciais, bem como advertências de órgãos como OMC e FMI, se espalhavam.

Quando um país (EUA) está perdendo bilhões de dólares no comércio com virtualmente todos os países com os quais faz negócios, guerras comerciais são boas, e fáceis de ganhar, escreveu Trump no Twitter.

Assim, Trump redobrou sua aposta no protecionismo, o que provocou uma onda global de rechaço, após o presidente americano anunciar a decisão de impor a partir da próxima semana tarifas de importação de 25% para o aço e de 10% para o alumínio. O objetivo seria punir práticas comerciais que ele acredita serem desleais, aumentarem o déficit e roubarem empregos americanos.

- Irritação generalizada -

O anúncio irritou parceiros comerciais como Canadá, Alemanha, Brasil, México e União Europeia, bem como sua concorrente China.

Como o presidente, o secretário de Comércio ignorou das reações. Em um programa de TV, ele usou latas de cerveja, refrigerante e sopa para demonstrar que a população americana não seria afetada.

Essa é uma lata de sopa da Campbell. Há cerca de 2,6 centavos de valor de aço. Se isso subir 25%, fica ao redor de seis décimos de um centavo sobre o preço da lata, explicou. É insignificante, apontou.

Um alto funcionário da Casa Branca disse que nenhum país ficará de fora da alta das tarifas.

O presidente deixou claro que essa será uma tarifa geral, sem nenhuma exclusão, disse a fonte, que pediu para não ser identificada. Contudo, a Casa Branca vai considerar a possibilidade de isenções em situações muito particulares.

- Risco real -

Contudo, a Europa soou os tambores de guerra. Produtos americanos emblemáticos já estão na mira de Bruxelas, como os da Harley-Davidson, Bourbon e Levis.

O risco de escalada é real, como mostraram as primeiras respostas dos outros países, indicou nesta sexta-feira o diretor-geral do Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo.

Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que as decisões de Washington poderão prejudicar não apenas fora do país, mas também a própria economia americana.

A China pediu hoje para Washington restringir medidas protecionistas e respeite as regras do comércio internacional, mas não citou represálias.

A China é o maior produtor de aço do mundo, embora represente apenas 1% do mercado norte-americano.

No Canadá, o influente sindicato Unifor pressionou o governo a se retirar do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), se Trump cumprir sua promessa.

O primeiro-ministro canadense Justin Trudeau disse que o comércio bilateral de aço é favorável aos Estados Unidos e que a aplicação de tarifas seria inaceitável.

Devido ao alto grau de integração entre as indústrias de aço e alumínio nos Estados Unidos e no Canadá, essas propostas prejudicam mais a eles do que a nós, acrescentou.

- Impacto interno -

Os Estados Unidos são o maior importador mundial de aço. Entre setembro de 2016 e setembro de 2017, comprou 26,9 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Comércio americano.

Neste contexto, os efeitos para os consumidores não tardariam a chegar.

A gigante automotiva Toyota, por exemplo, admitiu que não descarta um aumento nos preços de seus veículos e caminhões vendidos nos Estados Unidos.

Já a empresa sueca de eletrodomésticos Electrolux anunciou a suspensão de seu plano de investimentos nos Estados Unidos.

Na América Latina, o México representa 9% das importações americanas de aço, enquanto o Brasil representa 13%.

Indústrias e sindicatos brasileiros condenaram, nesta sexta-feira, o anúncio dos Estados Unidos, que provocou fortes quedas nas ações siderúrgicas da Bovespa.

O governo brasileiro expressou, na véspera, sua enorme preocupação com a medida.

A decisão americana de impor sobretaxas ao aço e alumínio é injustificada, ilegal e prejudica o Brasil, afirmou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) em um comunicado.

 

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