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18 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 May admite que Londres não conseguirá tudo nas negociações do Brexit - Jornal Brasil em Folhas
May admite que Londres não conseguirá tudo nas negociações do Brexit


A primeira-ministra britânica, Theresa May, admitiu nesta sexta-feira (2) que o Reino Unido não conseguirá tudo o que queria do Brexit, embora tenha alertado que a União Europeia também passará por isso.

Ambos temos que enfrentar o fato de que isto é uma negociação e que nenhum dos dois terá exatamente o que quer, disse May em um discurso em Londres, no qual esboçou a visão de futuro da relação com a UE.

Quero ser clara com as pessoas, porque a realidade é que todos temos que enfrentar algumas realidades duras sobre o impacto do Brexit, acrescentou.

Temos que resolver as tensões entre alguns de nossos principais objetivos, acrescentou May.

Esta admissão supõe uma mudança de tom da primeira-ministra conservadora, que tinha sido criticada por Bruxelas por querer os benefícios de pertencer à UE sem as obrigações.

De certa maneira, o acesso aos mercados do outro será menor que agora, constatou May, neste discurso no qual reiterou que o Reino Unido quer abandonar o mercado único, a união aduaneira e a jurisdição da Justiça europeia.

May pediu um acordo de livre-comércio ambicioso com a UE, mas admitiu que isso significaria continuar dependente, de alguma forma, dos assuntos europeus.

Como em qualquer acordo comercial, temos que aceitar a necessidade de compromissos vinculantes.

A primeira reação europeia foi do principal negociador, Michel Barnier, que agradeceu a clareza de May, em uma mensagem no Twitter.

- Nem o modelo canadense, nem o norueguês -

May disse que quer um acordo de livre-comércio mais ambicioso do que o assinado recentemente pela UE com o Canadá - que não inclui o setor de serviços -, ou com a Noruega, que é membro do mercado único e está sujeita a obrigações europeias, sem fazer parte da UE.

Em um momento de tensão com Bruxelas sobre as implicações da saída da UE na fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte, May insistiu para que o Reino Unido não pusesse em risco a paz no norte da Irlanda, restaurando os controles nas fronteiras e oferecendo acordos específicos nesta questão, embora ela rejeite novamente a oferta europeia de deixar a província na união aduaneira, porque isso ameaçaria a integridade do mercado único britânico.

Em seu discurso, semanas antes do início das discussões sobre o futuro comercial da relação, May argumentou que o Reino Unido deveria ficar livre para trilhar seu próprio caminho longe das regras europeias.

Ao mesmo tempo, ela pediu o acordo mais amplo e profundo possível, abrangendo mais setores e mais cooperação do que qualquer acordo de livre-comércio atual no mundo.

Os líderes europeus têm pressionado May para esclarecer exatamente o que eles querem nas negociações, quando falta um ano para a data da partida e já se passaram quase dois desde o referendo.

- Debate interno -

A primeira-ministra ainda enfrenta um desafio internamente, começando por seu governo, que se divide entre pró e anti-europeus.

O ministro de Relações Exteriores, Boris Johnson, anti-UE, se mostrou satisfeito com a visão clara e convincente de futuro manifestada por May.

Continuaremos muito próximos de nossos amigos e sócios da UE, mas poderemos inovar, ter nossa própria agenda, fazer nossas leis e acordos comerciais ambiciosos por todo o mundo, escreveu Johnson no Twitter.

No outro extremo, o deputado trabalhista Chuka Umunna criticou May, que continua sem escutar ninguém, enquanto a chefe do governo escocês, Nicola Sturgeon, lembrou que as proposta desta sexta-feira já foram amplamente recusadas pela UE.

 

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