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20 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Italianos vão às urnas neste domingo em eleições gerais - Jornal Brasil em Folhas
Italianos vão às urnas neste domingo em eleições gerais


Cerca de 46 milhões de italianos devem ir às urnas neste domingo (4) nas eleições gerais para reformular o Parlamento do país. O pleito que será disputado entre uma coalização de direita, outra de centro-esquerda e o Movimento 5 Estrelas (M5S), que se apresenta como sem ideologia e antiestablishment.

Os locais de votação abrirão as portas às 7h local (3h, em Brasília) e fecharão às 23h local (19h). Imediatamente depois será iniciada a apuração, começando pelos votos do Senado e depois da Câmara dos Deputados.

Os italianos terão que escolher os 630 deputados e 315 senadores. Os líderes serão escolhidos a partir de um método misto, chamado de Rosatellum bis, no qual 36% das cadeiras da Câmara Baixa e Alta serão atribuídas com um sistema majoritário baseado em circunscrições uninominais e os 64% restantes de forma proporcional.

Além disso, estabelece um mínimo de 3% de votos para que os partidos possam entrar para as câmaras e de 10% caso concorram coligados. Os italianos terão amanhã em suas mãos duas cédulas, uma rosa para a Câmara dos Deputados e outra amarela para o Senado.

O atual sistema eleitoral foi aprovado durante o mandato do primeiro-ministro interino, Paolo Gentiloni, e fez com que grupos políticos como Forza Italia, de Silvio Berlusconi; os ultradireitistas Liga Norte, de Matteo Salvini; e Irmãos da Itália, de Giorgia Meloni, concorressem aliados.

De fato, as pesquisas apontam que essa coalizão poderia ser a eventual ganhadora com cerca de 35% dos votos, embora não esteja claro que consiga os apoios suficientes para formar um Executivo.

O Movimento 5 Estrelas (M5S), cujo candidato é Luigi Di Maio e já apresentou sua potencial equipe de Governo como gesto de transparência para os eleitores, lidera as preferências de voto.

As pesquisas estimam que será a legenda mais votada sozinha, com cerca de 30% das cédulas, e se for assim superaria amplamente o governamental Partido Democrata (PD, centro-esquerda) de Matteo Renzi, que nas previsões aparece com 23%.

O papel fundamental será os dos eleitores indecisos. No entanto, um dos maiores riscos é que haja uma elevada abstenção. Nas últimas eleições de 2013, 75,2% votaram, mas os veículos de imprensa italianos temem que amanhã o número seja mais baixo, motivado entre outras coisas pelo mau tempo que poderia desanimar muitos cidadãos a exercer seu direito.

Junto com as eleições gerais, ocorre amanhã também os pleitos regionais de Lacio e Lombardia, duas regiões muito importantes para a Itália tanto pelo número de habitantes como pela contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.

 

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