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18 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Trump promete cancelar tarifas de aço e alumínio se tiver Nafta justo - Jornal Brasil em Folhas
Trump promete cancelar tarifas de aço e alumínio se tiver Nafta justo


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5) que reconsideraria a proposta muito controversa de impôr tarifas aduaneiras elevadas sobre o aço e o alumínio, desde que se alcance um novo Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) justo.

Ao fim da 7ª rodada de renegociação do Nafta, que aconteceu no México, o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, afirmou que a revisão é mais lenta que o esperado, com apenas seis capítulos terminados de 30 pendentes.

Não alcançamos o progresso que esperávamos, disse

No Twitter, Trump tinha afirmado mais cedo: Temos grandes déficits com México e Canadá. O Nafta, que atualmente está em renegociação, foi um acordo ruim para os Estados Unidos, com grande deslocamento de empresas e empregos. As tarifas ao aço e ao alumínio serão retirados unicamente se um novo acordo for assinado.

Na semana passada, Trump provocou uma grande controvérsia global ao anunciar a adoção da tarifas pesadas às importações de aço (25%) e de alumínio (10%), medidas que impactariam especialmente o Canadá, maior provedor de aço ao mercado americano.

Nesta segunda, o presidente sugeriu que México e Canadá só ficarão a salvo das pesadas tarifas se aceitarem fazer concessões na mesa de negociações do Nafta.

Em sua mensagem desta segunda, Trump usou sua conhecida oratória contra os canadenses e mexicanos: criticou os vizinhos do norte por sua política comercial e os do sul por considerar que não fazem o bastante pelo combate às drogas.

- Críticas -

Mais tarde, ao receber no Salão Oval o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Trump reiterou que os Estados Unidos fizeram um mau negócio com o Nafta, vigente desde 1994.

Os Estados Unidos têm um déficit comercial de 800 bilhões de dólares. Nós fomos enganados em todo o mundo, por amigos e inimigos , disse ele, e apontou um déficit de 500 bilhões de dólares com a China.

Essas declarações, contudo, não são totalmente precisas: em 2017, o déficit comercial americano foi de 566 bilhões de dólares (375 bilhões com a China), sendo que o recorde foi um déficit de 708 bilhões em 2008, de acordo com dados oficiais.

Apenas trabalhando juntos sobre a oferta e a demanda podemos encerrar o fluxo ilegal de drogas, dinheiro e armas entre nossos países, apontou Videgaray.

Contudo, as relações comerciais dos Estados Unidos com o México e o Canadá mostram cenários totalmente distintos.

Com o México, os Estados Unidos tem um déficit comercial, que em 2016 alcançou os 63 bilhões de dólares, que nos três primeiros trimestres de 2017 chegou aos 52 bilhões.

Já com o Canadá, os americanos tiveram em 2016 um superávit de cerca de 8 bilhões de dólares e, nos primeiros nove meses de 2017, alcançou 3 bilhões de dólares.

- Resposta de Canadá e México -

Ao fim da rodada, a ministra de Exterior canadense, Chrystia Freeland, disse em coletiva de imprensa que seu país planeja represálias se a Casa Branca impõe tarifas aduaneiras.

Se houver restrições, o Canadá tomará medidas para defender seus interesses comerciais e continuaremos defendendo os trabalhadores do aço e do alumínio, disse a funcionária.

Já o ministro de Economia de México, Ildefonso Guajardo, também tuitou para responder Trump: O México não deve ser incluído nos tributos de aço e alumínio. É a forma equivocada de incentivar um Nafta moderno, escreveu.

Já o chanceler mexicano, Luis Videgaray, também tuitou para responder que o enfrentamento ao tráfico de drogas é uma responsabilidade compartilhada entre México e Estados Unidos.

Nossa cooperação se guia por esse princípio, afirmou o chefe da diplomacia mexicana.

- Europa se prepara -

Contudo, a tensão continuava a se espalhar fora da América do Norte nesta segunda-feira.

Enquanto a União Europeia preparava um plano de represálias às eventuais tarifas americanas, o governo da Alemanha expressou sua convicção de que Washington adotou um caminho equivocado.

Não queremos que a situação piore e não queremos algo que se aproxime de uma guerra comercial que não beneficiaria ninguém, declarou Steffen Seibert, porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, em coletiva de imprensa em Berlim.

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que está claro que (essas medidas) estariam contra as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), apontando que, neste caso, a UE estaria em seu direito de iniciar uma ação e adotar medidas contra bens americanos.

No domingo, o gabinete da primeira-ministra britânica Theresa May informou que a dirigente está profundamente preocupada pelo anúncio sobre as tarifas e que manifestou diretamente essa preocupação a Trump em uma ligação telefônica.

 

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