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 Dia Mundial do Rim chama atenção das mulheres para saúde renal - Jornal Brasil em Folhas
Dia Mundial do Rim chama atenção das mulheres para saúde renal


Na mesma data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Sociedade Internacional de Nefrologia e a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) promovem a campanha global do World Kidney Day (Dia Mundial do Rim) com o tema Saúde da Mulher - Cuide dos Seus Rins.

No Brasil, os números de mortalidade, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), apontam que 11.115 mulheres morreram no período de 2006 a 2015 por causa de tumores renais, considerando o tumor de rim, da pelve renal e da glândula suprarrenal. Esses números têm se agravado a cada ano, pois em 2007 foram registradas 908 mortes e em 2015, um total de 1.416, aponta o Inca.

Segundo a organização global do Dia Mundial do Rim, entre 8% e 10% da população adulta tem algum tipo de dano nos rins, e a cada ano milhões de pacientes morrem prematuramente de complicações em decorrência de Doença Renal Crônica (DRC). A doença não apresenta sintomas específicos, o que dificulta o rápido e preciso diagnóstico.

As doenças renais impedem que os rins exerçam suas principais funções de equilibrar as substâncias químicas, manter os ossos calcificados e controlar a produção de glóbulos vermelhos. As doenças mais comuns do sistema renal são aquelas vindas de complicações de outras doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade.

“Todas essas condições estão associadas à Doença Renal Crônica (DRC), que também pode ser causada por doenças autoimunes como lúpus. Além dela, os rins ainda têm entre suas doenças comuns a Nefropatia da igA (doença de Berger) e Glumeruloesclerose segmentar e focal”, explicou médica patologista e especialista em Nefropatologia Daysa Silva Ribeiro David.

A DRC é considerada uma doença silenciosa. Muitas vezes ela se desenvolve assintomática até um grau importante de dano à capacidade renal. Mas alguns sinais devem ser observados, alerta a médica. “Os primeiros sintomas dessa insuficiência do órgão são palidez, uremia (níveis anormalmente elevados de resíduos no sangue), fraqueza, tonalidade amarelada da pele e irregularidade ao urinar, quando o paciente tem seu ciclo normal alterado. Além disso, muitos pacientes apresentam um cheiro muito forte na urina, por conta da alta concentração de ureia, bem como hálito forte”.

Ao perceber os sintomas, o paciente deve consultar um nefrologista ou clínico geral com formação em nefrologia. “O importante é que esse paciente se preocupe com sua saúde, controle condições crônicas e se previna, sempre consultando periodicamente um profissional da saúde”, recomenda Daysa.

Assim como nas causas, a prevenção é bastante ampla, explicou a médica. “A prevenção passa principalmente por cuidar da saúde de maneira geral, controlando condições como diabetes, hipertensão e obesidade. Esses cuidados básicos passam por controlar pressão e glicemia com testes periódicos, além de sempre contar com acompanhamento médico”.

Já quem tem predisposição à doença, deve busca se prevenir o quanto antes. “Se uma pessoa possui condições crônicas, ou mesmo histórico familiar importante envolvendo diabetes e hipertensão, ela deve se preocupar e buscar esse acompanhamento”, finaliza a especialista.

Diagnóstico e tratamento

Segundo a SBN, a conscientização serve para, além de orientar a população para que se prontifique a mudar hábitos alimentares e físicos, alertar forças públicas a manejarem a saúde em prol de diagnósticos e tratamentos rápidos e precisos.

Para o médico patologista e presidente da SBN, Clóvis Klock, o sistema de saúde pública segue descoordenado. “Não é difícil encontrar na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) pessoas que dão voltas para o mesmo lugar e o processo nem sempre funciona como uma engrenagem”, critica o presidente da SBN.

Segundo levantamento da SBN, com dados dos SUS, no mesmo período de 10 anos, entre 2006 e 2015, mais de 414 mil pessoas morreram de causas mal definidas, porém evitáveis. Para o médico patologista, esse é um reflexo da falta de infraestrutura dos órgãos públicos para o diagnóstico. “O SUS não consegue lidar por conta própria com as análises anatomopatológicas, o que adiantaria o processo de tratamento; não dialoga com laboratórios particulares”.

Em dezembro de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) apontou que em 16 estados estudados, mais de 900 mil pacientes estão em filas de cirurgias eletivas, espera que pode demorar mais de 10 anos em alguns casos. Só em Minas Gerais há mais de 220 pessoas esperando por cirurgias no rim.

O Ministério da Saúde foi procurado para comentar as declarações da SBN, mas até a publicação da matéria não havia se manifestado.

Edição: Fernando Fraga

 

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