Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


14 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Observatório de astronomia suspende Brasil por não cumprir obrigação financeira - Jornal Brasil em Folhas
Observatório de astronomia suspende Brasil por não cumprir obrigação financeira


O Observatório Europeu do Sul (ESO, da sigla em inglês), consórcio internacional dedicado à pesquisa em astronomia, astrofísica e cosmologia, entre outros campos, informou que vai suspender a participação do Brasil no grupo a partir do dia 1º de abril. A decisão, divulgada ontem (12), foi motivada pela demora do governo brasileiro em oficializar a entrada no consórcio e pelo fato de o país não ter cumprido as obrigações financeiras previstas no acordo de adesão, assinado em 2010, entre o governo brasileiro, por meio do então Ministério de Ciência e Tecnologia, e o ESO.

O acordo de adesão foi elaborado para viabilizar a participação brasileira no grupo até que o acordo de ratificação fosse concluído e tinha medidas interinas que permitiam que as indústrias brasileiras participassem nas apresentações das propostas do ESO e que os astrônomos de instituições brasileiras concorressem a tempo de observação nos telescópios do ESO nas mesmas condições dos demais estados-membros do observatório.

Na prática, o acordo de adesão dava ao Brasil condição de igualdade com os outros 14 membros. Para isso, o Brasil deveria fazer o aporte de 270 milhões de euros até 2021, sendo 130 milhões de taxa de adesão, a ser pago em onze parcelas, e 140 milhões de anuidade.

“Tendo em conta que a conclusão do Acordo de Adesão não deverá ocorrer num futuro imediato, o Conselho do ESO tomou a decisão de suspender o processo até que o Brasil esteja novamente em posição de completar seu acesso ao ESO, possivelmente através de uma renegociação. Com o apoio unânime de todos os estados-membros, o ESO continua aberto à continuação de negociações com o Brasil. Enquanto isso, as medidas interinas, elaboradas no Acordo de Adesão, serão suspensas a partir de 1° de Abril de 2018.”, disse o informe do Observatório Europeu do Sul.

A Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) destacou o bom desempenho da comunidade astronômica brasileira durante esse período. O Observatório Europeu do Sul é dono da principal infraestrutura do mundo para o estudo do hemisfério celeste austral, entre a linha do Equador e o Pólo Sul. O consórcio opera três observatórios de ponta na região do deserto de Atacama, no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor.

“Numa demonstração da maturidade científica da comunidade, obtivemos taxas de aprovação dos pedidos semelhantes às dos países europeus, inclusive com projetos de longo prazo e grande número de noites, como igualmente tempo de telescópio no concorrido ALMA”, informou a SAB, por meio de nota.

O informe diz que desde a assinatura do acordo, em 2010, a comunidade astronômica brasileira vinha usufruindo do direito de pedir tempo de telescópio em todos os instrumentos da organização e de acesso, como observadores, às reuniões dos diversos comitês do ESO, atividades que estarão suspensas a partir de 1º de abril e só serão retomadas se o governo brasileiro se engajar efetivamente no caminho da adesão ao ESO.

A nota da SAB também lamenta as perdas da suspensão para a indústria nacional. “A adesão abriria um mercado potencial de centenas de milhões de dólares para as indústrias brasileiras, com as consequências óbvias para a geração de empregos e aquisição de alta tecnologia”, diz o informe.

A diretoria da Sociedade Astronômica Brasileira também disse estar em contato contínuo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em busca de uma solução conjunta para viabilizar a efetivação do acordo de adesão.

Por meio de nota, o ministério disse somente que “defende a participação do Brasil no Observatório Europeu do Sul e faz gestões junto ao Governo Federal pela confirmação da adesão a esta entidade multilateral”. Procurada, a Presidência da República não se manifestou sobre o assunto.

Outras pesquisas

A SAB esclareceu que “a participação de universidades brasileiras nos consórcios internacionais visando a construção de instrumentos de fronteira para a instituição ESO, como NIRPS, HIRES e MOSAIC prosseguirá normalmente, sem nenhum prejuízo ou interrupção”.

Edição: Denise Griesinger

 

Últimas Notícias

Nordeste perdeu 1 milhão de trabalhadores no campo de 2012 para 2017
IBGE prevê em 2019 safra de grãos 0,2% menor que a de 2018
Safra de grãos pode chegar a 238,3 milhões de toneladas, diz Conab
Banco do Brasil tem lucro de 14,3% no terceiro trimestre
Percentual de inadimplentes recua em outubro, diz CNC
Boletos vencidos de todos os tipos serão pagos em qualquer banco
Leonardo de Morais toma posse na presidência da Anatel
Natal deve movimentar R$ 53,5 bilhões na economia do país, prevê SPC

MAIS NOTICIAS

 

No Congresso, Temer defende reuniões frequentes entre Poderes
 
 
Bolsonaro reafirma, no Congresso, compromisso com a Constituição
 
 
Bolsonaro critica Enem e diz que prova deve cobrar conhecimentos úteis
 
 
Governo de transição dividiu trabalhos por temas em dez frentes
 
 
Para ministro, é “mais simples” unir MEC com Ciência e Tecnologia
 
 
Bolsonaro e Temer iniciam hoje formalmente governo de transição

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212