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 Câmara homenageia os 84 anos da morte do revolucionário nicaraguense Augusto César Sandino - Jornal Brasil em Folhas
Câmara homenageia os 84 anos da morte do revolucionário nicaraguense Augusto César Sandino


A Câmara dos Deputados realizou nesta segunda-feira (05) sessão solene pelos 84 anos de morte do líder revolucionário nicaraguense Augusto César Sandino. A homenagem foi solicitada pela deputada Erika Kokay (PT-DF).

Segundo Erika Kokay, “esse sonho de liberdade, esse sonho de justiça, esse sonho de construir um mundo aonde possamos reconhecer que a humanidade é uma só”, foi a grande herança deixada por Sandino. “Somos várias formas de ser, várias formas de pensar, várias etnias, mas somos únicos participantes de uma única humanidade, uma única América Latina livre, soberana, liberta”, destacou.

Em mensagem enviada ao Plenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ressaltou que “o conhecimento da história dos líderes e dos principais acontecimentos do continente americano impulsiona a aproximação de países irmãos. E reforça os princípios pelos quais o Brasil se rege em suas relações internacionais”, destacou.

Segundo Afonso Magalhães, representante da Central dos Movimentos Populares, a Nicarágua é um pequeno país com uma grande força e uma grande responsabilidade, muito maior do que o próprio tamanho do país e da população. Segundo ele, isso mostra que “na política os acertos políticos, a certeza do objetivo e o apoio das massas são fundamentais para construir a autoridade de um país”.

História
Augusto César Sandino (1895-1934) foi filho de um produtor de café e de uma indígena que trabalhava na lavoura. Foi perseguido por estar sempre associado a questões sociais e aos problemas dos trabalhadores nicaraguenses, que viviam em regime de semi-escravidão. Para preservar sua própria vida, teve que escapar do país. A partir de 1920 começa a peregrinação por Honduras, El Salvador e Guatemala. Chegou ao México em 1923, onde foi trabalhar na indústria do petróleo, se juntando à luta dos trabalhadores contra a exploração de empresas norte-americanas. Como resultado dessa luta, o presidente mexicano Lázaro Cárdenas decide nacionalizar o petróleo.

Em maio de 1926, explode uma revolta na Nicarágua contra o governo do general Emiliano Chamorro, o que leva a uma nova intervenção pelos norte-americanos. Sandino retorna ao seu país para lutar contra a presença dos Estados Unidos em seu território e ao lado dos constitucionalistas. Depois de sete anos de lutas, em 1933 é assinado um acordo de paz. A Nicarágua é então governada por Juan Bautista Sacasa, eleito democraticamente em 1932, e o general Anastácio Somoza Garcia assume como chefe da Guarda Nacional.

Sandino denuncia as violações que a Guarda Nacional cometia contra membros do Exército Defensor da Soberania Nacional da Nicarágua, do qual participava. Em 1934, Sandino é capturado e morto por ordem de Somoza, que nas décadas seguintes será o homem mais poderoso da Nicarágua.

Em 1979 a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN,) aglutinando ao seu redor amplos setores da sociedade nicaraguense, consegue derrotar o governo de Anastasio Somoza, no poder desde 1933. A revolta popular e o subsequente período de governo seriam conhecidos como Revolução Sandinista.

Fizeram parte da mesa da sessão solene Lorena Martinez, embaixadora da Nicarágua, José Kin Franco, embaixador da Bolívia e o jornalista Beto Almeida, diretor da TeleSur.

 

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