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10 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Feira Rio Antigo volta a ocupar centro da cidade após interrupção em fevereiro - Jornal Brasil em Folhas
Feira Rio Antigo volta a ocupar centro da cidade após interrupção em fevereiro


Depois de adiada e cancelada pela prefeitura em fevereiro, por causa do carnaval, a Feira Rio Antigo voltou a ocupar hoje (5) o centro do Rio. Também conhecida como Feira do Lavradio, por ser na rua que tem esse nome, entre a Avenida Mem de Sá e a Avenida Visconde do Rio Branco, o evento é realizado há 19 anos, no primeiro sábado de cada mês. Ali morou o Marquês do Lavradio, vice-rei do Brasil no período colonial, além de poetas, políticos, escritores e artistas que fizeram parte da história do Rio de Janeiro.

Promovida pela Associação Polo Novo Rio Antigo, a feira é um dos eventos culturais gratuitos mais frequentados na cidade, constituindo uma das atrações do calendário turístico do Rio de Janeiro. Mais de 400 expositores oferecem em suas barracas, montadas em toda a extensão da Rua do Lavradio, uma gama variada de produtos, que vão de peças de artesanato a livros de sebos e antiguidades.

“A feira é muito charmosa”, afirma a secretária da Associação Polo Novo Rio Antigo e organizadora do evento, Joana Pogian. “A feira agrega muito à cidade, é frequentada por artistas e turistas do mundo todo, além de ajudar a revitalizar o centro histórico da cidade”, disse Joana, que tem planos de ampliar mais o evento, trazendo novos expositores com produtos de qualidade e mais antiquários, “para que o público fique sempre satisfeito”.

Joana estima que mais de 30 mil pessoas visitam a feira a cada sábado, aproveitando a oportunidade para apreciar a arquitetura do local, com seus casarões antigos, muitos dos quais construídos no período do Brasil Colônia. O casario histórico ao longo da Rua do Lavradio faz parte de um corredor cultural tombado pelo patrimônio histórico.

Embora a segurança dos frequentadores seja uma preocupação constante, Joana diz que nunca houve incidente desse tipo na feira.

Fila da bandas

No espaço musical montado em frente à Praça Emilinha Borba, na esquina da Lavradio com a Rua do Senado, os visitantes podem assistir neste sábado, a partir das 16h30, à apresentação da cantora Adriana Dutra e do grupo Nega de Crioulo, que interpretam clássicos do samba e da música popular brasileira. Os shows são gratuitos.

Segundo Joana, é grande a fila de bandas que querem tocar na feira. “É uma vitrine para eles [músicos], uma vez que por aqui circulam muitos empresários e artistas, e eles acabam conseguindo outras apresentações em outros lugares. Por isso, querem tocar aqui a qualquer custo.” A cada feira, apresenta-se uma banda diferente. O cachê dos músicos é pago pelos empresários da Rua do Lavradio.

Os visitantes podem ainda esticar o passeio até a vizinha Praça Tiradentes e aproveitar as divesas atrações do circuito cultural da área, das 12h às 19h. “Tem público para tudo”, disse Joana.

Para Mariana Mendonça de Almeida, de 29 anos, que participa há três anos da Rio Antigo, onde vende alpargatas, também chamadas espadrilles (calçados feitos em brim ou lona, com solado de corda ou borracha), a experiência é “maravilhosa e dá resultado financeiro. É um evento popular”, afirmou. Gabriela Barreto de Moura, de 32 anos, que expõe há mais de seis anos no Lavradio, lamentou que a crise econômica esteja afetando o faturamento da feira. “É muita gente passando, mas nem todo mundo compra.” Mesmo assim, ela considera a Feira Rio Antigo “uma das melhores feitas na cidade.

Para Alessandra Carvalho, de 34 anos, que está na feira há nove anos vendendo peças de louça das décadas de 60, 70 e 80 do século passado e até do século 19, o evento é muito bom. “É ótimo. É bom participar”. Segundo Alessandra, a maioria dos compradores não é formada de r colecionadores, mas por gente que compra “para decorar a casa”. Produtores de novelas de época também estão entre os fregueses de Alessandra.

Preço alto

Frequentador habitual da feira, o professor universitário Eduardo Bastos gosta da feira, mas destaca que a média de preços é elevada para um mercado popular.

Arlene Ramos, que trabalha ali perto, no Theatro Municipal, também faz artesanato. Ela trabalha com patchwork (arte de costura com retalhos) e sempre que pode “vai ver as novidades” na Feira Rio Antigo. Arlene considera bom o evento e diz sempre se encontram bons produtos. Fã de bruxas, Cristiane Pimentel é frequentadora assídua da feira, onde está sempre em busca de novas bruxinhas para uso pessoal. “A feira é muito boa porque tem bastante variedade de produtos.”

 

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