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 Embaixadas de Portas Abertas apresenta cultura da Guiana a alunos do Itapoã - Jornal Brasil em Folhas
Embaixadas de Portas Abertas apresenta cultura da Guiana a alunos do Itapoã


A segunda edição de 2018 do programa Embaixadas de Portas Abertas promoveu a visita, nesta quinta-feira (15), à sede diplomática da Guiana em Brasília.

Os alunos do Centro de Ensino Fundamental Doutora Zilda Arns, do Itapoã, fizeram perguntas sobre cultura e economia e puderam saborear a culinária típica do país vizinho.

Recepcionados pelo embaixador George Wilfred Talbot e pela embaixatriz Grace Angela Talbot, eles apreciaram, em especial, um prato preparado com lentilhas e chips de banana-da-terra.

O ponto alto da visita foi a demonstração do esporte mais popular da Guiana, o críquete. Os alunos não só viram, mas puderam treinar a modalidade, com instruções dos professores da Associação Brasiliense de Críquete.

Antes disso, eles fizeram um tour pelas dependências da embaixada, conheceram os cargos que compõem a carreira diplomática e se informaram sobre a moeda local, o dólar guianense.

Nas regiões de fronteira, as pessoas comem farinha, dançam forró e, muitas vezes, têm mais facilidade de chegar ao Brasil do que às áreas urbanas da GuianaWilliam Harris, segundo-secretário da Embaixada da Guiana

Coube ao segundo-secretário da embaixada, William Harris, esclarecer as dúvidas dos estudantes. Ele ressaltou que a Guiana tem um patrimônio ambiental muito importante em comum com o Brasil — a Floresta Amazônica.

Cerca de 80% do território é composto por floresta e há uma extensa divisa entre os dois países. “Nas regiões de fronteira, as pessoas comem farinha e dançam forró. Muitas vezes, elas têm mais facilidade de chegar ao Brasil do que às áreas urbanas da Guiana”, contou William.

Oportunidade de aprendizado

A professora Consuelita Oliveira, de geografia, fez uma preparação com os alunos em sala de aula. “Eles fizeram pesquisas e ficaram muito curiosos sobre o significado das cores da bandeira, com o esporte e a culinária da Guiana.”

Eleito pela professora como o mais curioso, Luiz Eduardo, de 13 anos, agradeceu, em nome da turma, a oportunidade. Ele fez perguntas e ficou impressionado em ver de perto o que tinha estudado. “Adorei a comida. Eles têm muitas coisas diferentes do Brasil. Vou levar daqui muita aprendizagem”, disse.

Ao fim da visita, uma minibandeira da Guiana foi entregue a cada aluno como lembrança. Além disso, a embaixada vai marcar uma data para ir até a escola retribuir a visita.
Estreitar laços com outras nações

O Embaixadas de Portas Abertas preza pelo contato real e pela vivência mais próxima da cultura de outro país. “É uma grande oportunidade para que a interação aconteça. O programa tem criado elos de amizade muito grandes entre comunidades e embaixadas”, ressaltou a idealizadora do projeto e colaboradora do governo, Márcia Rollemberg, que esteve na visita.

É uma grande oportunidade de que a interação aconteça. O programa tem criado elos de amizade muito grandes entre comunidades e embaixadasMárcia Rollemberg, colaboradora do governo de Brasília

Ela aproveitou para convidar todos a participar do Fórum Mundial da Água — evento que ocorre de 18 a 23 de março em Brasília —, no qual, inclusive, o presidente da Guiana estará presente.

Em 2015, o Embaixadas de Portas Abertas começou como projeto piloto e foi instituído oficialmente em 9 de agosto de 2017. O objetivo do programa é aproximar os alunos da rede pública da carreira diplomática e apresentar-lhes os costumes de outras regiões do mundo.

As atividades fazem parte do programa Criança Candanga, conjunto de políticas públicas voltadas para a infância e a adolescência em Brasília.

A iniciativa é uma parceria da Assessoria Internacional com a Secretaria de Educação e a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) — que faz transporte dos alunos das escolas às embaixadas.

As representações diplomáticas estrangeiras interessadas em participar do programa podem enviar e-mail para [email protected]

Edição: Vannildo Mendes

 

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