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 Cinco desafios econômicos do novo mandato de Vladimir Putin - Jornal Brasil em Folhas
Cinco desafios econômicos do novo mandato de Vladimir Putin


A seguir os cinco desafios econômicos que o presidente russo Vladimir Putin enfrentará em seu quarto mandato.

- Falta de mão de obra -

A Rússia, que tem 146,9 milhões de habitantes, perdeu mais de 5 milhões desde 1991, em consequência da grave crise demográfica após o fim da União Soviética.

A geração nascida nos primeiros anos pós-soviéticos, marcados pela baixa natalidade, está chegando agora ao mercado de trabalho. Mas existe o risco de que a falta de mão de obra qualificada freie o crescimento.

Temos menos jovens nos próximos dez a 15 anos. Por isso, um jovem especialista, com novas aptidões, será muito valioso, explicou recentemente o ex-ministro de Finanças, Alexei Kudrin.

- Reforma do sistema de aposentadoria -

A idade mínima da aposentadoria na Rússia - 55 anos para as mulheres e 60 para os homens - é uma das mais baixas do mundo. Embora as pensões sejam baixas, o sistema está em risco pelo declínio demográfico.

Putin reconhece que a reforma é necessária, mas tem adiando isso.

Os setores liberais, como o que representa Kudrin, propõe aumentar gradualmente a idade de aposentadoria a 63 anos. Mas a reforma, que existe desde a época soviética, pode ser muito popular, num país em que aposentados têm dificuldade de fechar o mês no vermelho.

O Kremlin anunciou nesta sexta-feira que está preparando uma reforma para que as pensões aumentem mais rapidamente que a inflação.

- Atrair investidores -

Putin costuma prometer aos investidores estrangeiros uma melhoria do ambiente de negócios, sobrecarregado pela burocracia, segundo ele.

Mas de acordo com Chris Weafer, fundador da consultoria Macro Advisory, a Rússia deve atrair mais investimentos estrangeiros, deve criar um ambiente competitivo favorável, com um rublo fraco, impostos baixos para a indústria e incentivos aos investimentos, e reduzir a burocracia.

De acordo com o analista, a necessidade de investimento estrangeiro é a razão pela qual o Kremlin não respondeu às últimas sanções dos Estados Unidos, já que não quer dificultar a entrada de investidores estrangeiros na Rússia.

Na sexta-feira, o Kremlin pediu ao primeiro-ministro Dmitri Medvedev e à presidente do banco central, Elvira Nabiúllina, um plano para antes de 15 de julho para reforçar os investimentos na economia russa, ainda fortemente dependente de hidrocarbonetos.

- Diversificar e economia -

Apesar das promessas do governo, a Rússia, rica em reservas de hidrocarbonetos, continua sujeita à flutuação dos preços, como se viu em 2015 e 2016.

Isso é claramente negativo para as perspectivas de crescimento, segundo o banco Alfa.

Para interromper essa dependência, Chris Weafer sugere apostar na criação de pequenas empresas, concedendo-lhes créditos mais acessíveis.

Também incentiva o investimento em robótica, tecnologias inteligentes e inteligência artificial.

Lev Jakobson, professor da Escola Superior de Economia de Moscou, cita o exemplo do crescimento impressionante da produtividade no setor agrícola, que bate recordes de colheitas e exportações.

- Aumentar a produtividade -

A economia é muito ineficiente. Isso se deve à herança do sistema soviético e ao crescimento fácil da riqueza petroleira entre 2000 e 2013, avalia Weafer. Há muitas ineficiências no sistema que, se forem corrigidas, poderiam levar a um crescimento forte.

O especialista cita o caso do setor petroleiro que, abalado pela crise, aumentou sua produção a uma média de 740 mil barris ao dia entre agosto de 2014 e novembro de 2016. A indústria se viu forçada a tornar-se mais eficiente a inovadora, garante.

Para modernizar as grandes empresas, o governo lançou vários planos de privatização, mas o papel do Estado na economia ganhou força novamente nos últimos anos, quando a petroleira estatal Rosneft cresceu consideravelmente.

 

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