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19 de Sep de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Catalunha sem presidente após golpe judicial contra separatistas - Jornal Brasil em Folhas
Catalunha sem presidente após golpe judicial contra separatistas


O Parlamento catalão suspendeu neste sábado (24) a posse de um novo presidente regional pela detenção do candidato separatista Jordi Turull, após um golpe judicial contra a cúpula separatista, que coloca a Catalunha em um novo bloqueio político.

Na sexta-feira (23), o juiz que instrui a tentativa de secessão de outubro acusou 25 líderes separatistas, 13 deles por rebelião, decretou prisão preventiva para cinco - elevando a nove o número de políticos presos - e emitiu ordens de captura contra seis independentistas no exterior.

Um deles é o ex-presidente regional Carles Puigdemont, que atualmente reside na Bélgica.

Puigdemont tinha viajado para a Finlândia quando o juiz espanhol Pablo Llarena, que está investigando o caso, reativou o mandado de prisão, mas deixou o país na sexta-feira, antes que a polícia pudesse iniciar oficialmente a busca.

A Finlândia recebeu uma ordem europeia de prisão de um cidadão espanhol que visita o país e, por isso, ativará o procedimento normal de extradição, indicou um comunicado do Escritório Nacional de Investigação (NBI) finlandês, referindo-se a Puigdemont.

Puigdemont viajou para a Finlândia para se encontrar com deputados deste país e participar de um seminário na Universidade de Helsinque.

Seu advogado, Jaume Alonso Cuevilla, confirmou mais tarde, por meio de um tuíte, que havia deixado Helsinque, sem dar maiores detalhes.

- Plenária suspensa -

Enquanto isso, em Barcelona, palco na sexta-feira de fortes protestos contra a decisão judicial e que terminaram com 37 feridos, os deputados catalães se reuniam no Parlamento para encontrar um sucessor.

Seu empenho foi novamente frustrado pela Justiça, que nas semanas anteriores já havia impedido a posse de Puigdemont e do ativista preso Jordi Sánchez.

O candidato à Presidência da Generalitat (governo catalão) está na prisão junto com outros deputados desta Câmara, constatou o presidente da Câmara catalã, o separatista Roger Torrent.

Na quinta-feira, ocorreu a primeira sessão de debate e, apesar dos separatistas contarem com a maioria absoluta, Turull não foi escolhido por falta de apoio do grupo mais radical. Neste sábado, deveria ser submetido a uma segunda votação.

É evidente que, nessas condições, a plenária não pode ser realizada, disse Torrent a um auditório taciturno e com quatro cadeiras vazias, adornadas com grandes fitas amarelas com os quais pedem a liberdade dos presos políticos.

No local reservado aos espectadores, havia familiares de alguns dos presos, aos quais dedicaram aplausos, e entre as fileiras separatistas muitos deputados mostravam rostos chorosos e davam longos abraços.

Treze dos processados - ex-membros do governo, parlamentares e líderes de associações separatistas - enfrentam até 30 anos de prisão pela acusação de rebelião, a mais polêmica, por envolver a existência de violência, algo que os independentistas negam.

O que aconteceu ontem foi um ataque ao coração da democracia, assegurou Torrent em um ato institucional posterior à plenária, na qual não foi realizada a votação prevista, mas que contou com a fala de diferentes porta-vozes parlamentares.

- Fracasso coletivo -

Inés Arrimadas, líder do partido antinacionalista Cidadãos, a maior bancada da Casa, dirigiu-se a seus adversários estimulando que abandonem o processo de secessão. Também os recriminou por terem passado por cima das leis ao realizarem um referendo ilegal de autodeterminação e proclamado a secessão.

Este processo tem sido um fracasso coletivo de toda a Catalunha (...) Vocês realmente têm que fazer uma reflexão: de que serviu este processo?, questionou, recordando a divisão social e a incerteza econômica causadas.

Além disso, a tentativa de criar uma república separada do Reino da Espanha acabou com a perda temporária da autonomia da Catalunha, que está sendo controlada diretamente pelo governo espanhol.

Esta intervenção será mantida até que os separatistas escolham um presidente e este forme um governo. Se não conseguir fazer isto antes de 22 de maio, a região terá de realizar novas eleições.

 

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