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19 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Artista mato-grossense lança disco pelo Circula MT - Jornal Brasil em Folhas
Artista mato-grossense lança disco pelo Circula MT


Com o lançamento de Analosintético em plataformas de música da internet nesta quinta-feira (22.03), Rogê Além, adentra o universo da música experimental brasileira, mostrando ao mundo o disco que foi viabilizado com a aprovação do projeto no edital Circula MT, da Secretaria de Estado de Cultura.

Tal qual outros grandes nomes da MPB que vez ou outra se utilizam de timbres, guitarras e beats sintéticos em suas produções, ele aposta em uma música mais intuitiva subsidiada por recursos tecnológicos.

Por seis meses, o compositor, cantor e produtor, atuou em todas as frentes. Não esteve em um grande estúdio, mas em seu recanto, entrou em processo imersivo, como um cientista em seu laboratório. A fusão da organicidade do sentimento, a poética existencialista de suas letras e a sonoridade de plástica sintética que resulta da utilização de softwares, deu origem ao disco cintilado por várias atmosferas. Tem romance, música para dançar, um tom lisérgico, apocalíptico e especialmente, certa dose de world music – representada pelo tom hipnótico de mantras indianos – e ainda, da improvisação jazzística.

Rogê também investiu no aprimoramento vocal. Segundo Sonia Mazetto, fonoaudióloga responsável pela preparação do cantor, neste trabalho Rogê interpreta suas canções com um timbre autêntico, de cor e vibração rara. Ela destaca ainda que o que torna a obra mais rica musicalmente é o fato do ‘cantautor’ ter encarado a voz como um instrumento, trazendo ao Analosintético interpretações e arranjos vocais ousados.

“Claramente denota sua preocupação com a pesquisa e com a criatividade ao explorar linhas melodias e de contra-canto que criam texturas incríveis. Sem dúvida, um dos trabalhos mais significativos e complexos que já vi ao longo desses 20 anos na música de Mato Grosso. Fico muito feliz de ter feito parte desta construção que foi concebida por várias mãos, pontua Mazetto.

“É um disco que replica uma série de mudanças. Me desfiz de conceitos pessoais e artísticos, ressignifiquei minha música. Com a utilização de um software – indicação do parceiro e artista Caio Mattoso – me assumi produtor também, fui de encontro a um milhão de possibilidades timbrísticas. Apreciar este momento é o meu foco”, explica o artista.

A nova produção – que sucede anos à frente da banda Engenho de Dentro e dois EPs solo – traz 11 faixas. Altamente existencial e biográfico, a produção musical é aguçada pelos sentimentos de Rogê. “É a externalização de um sentimento pessoal que eu tenho certeza que vai tocar muita gente. Quero que minha música seja libertadora, que as pessoas possam refletir, possam ser felizes também. Que elas se sintam encorajadas. É para balançar o corpo e sacudir a alma”.

Será lançado um videoclipe por mês de cada uma das faixas.

Como o edital prevê também a circulação por cidades mato-grossenses, a agenda de shows contempla o público de Sinop, no dia 29 de abril, no Guadalupe. A ocasião marca a estreia da turnê Analosintético.

Em maio, ele parte para apresentação em Rondonópolis, no Casario. Por fim, em Cuiabá, o show será no Sesc Arsenal. Todas as apresentações têm entrada livre e em cada uma das cidades será realizada oficina de capacitação para músicos e interessados no segmento.

A direção geral e artística, bem como a produção musical do disco é de Rogê Além. Para arrematar a parte técnica, a mixagem e masterização ficou a cargo de Leonardo Lima. Já a concepção visual e a direção de arte que amarram o conceito é fruto do trabalho de Eduardo Dario, com apoio da fotógrafa Mariangela Ferruda Zilli e styling por Anne Neubauer.

O conceito idealizado para este trabalho reúne as duas linguagens que norteiam a nova proposta do artista nessa obra, no caso o universo analógico e o digital. Eduardo frisa que o desafio na criação foi justamente trazer à estética vintage - fortemente presente no estilo de vida do Rogê - uma intervenção moderna, estabelecendo assim um cenário atemporal. Desde o início do planejamento, estava claro para nós que o Analosintético não seria apenas um disco, mas sim, um projeto audiovisual multifacetado, descreve.

 

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