Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


19 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Represálias comerciais visam aos estados favoráveis a Trump - Jornal Brasil em Folhas
Represálias comerciais visam aos estados favoráveis a Trump


As possíveis represálias comerciais da China e da Europa contra os produtos americanos podem representar um risco político para Donald Trump diante das eleições de meio de mandato, pois podem penalizar especialmente os estados agrícolas que votaram nele em 2016.

Em qualquer caso, as represálias da China envolvem os estados mais vermelhos (republicanos) e agropecuários, resume Monica De Bolle, especialista em comércio internacional do Instituto Peterson de Economia Internacional (PIIE).

A China apresentou uma lista de 128 produtos americanos, inclusive frutas e carne suína, sobre os quais aplicará tarifas de 15% ou 25% se as negociações com Washington fracassarem.

Estas medidas de represália respondem à ameaça de Trump de aplicar impostos adicionais de até 60 bilhões de dólares às importações chinesas.

Antes de Pequim, a União Europeia já tinha se preparado para responder à tarifação do aço e do alumínio pelos Estados Unidos. O bloco elaborou uma lista de impostos potenciais sobre dezenas de produtos americanos - como tabaco, bourbom, arroz, suco de laranja, manteiga de amendoim e motos Harley-Davidson -, que também miram estados politicamente sensíveis.

- Ameaça à soja -

Por ora, Washington está negociando com Pequim e Bruxelas. Mas, se os diálogos derem errado, os chineses poderiam usar a artilharia pesada, colocando a soja em risco, observa De Bolle, lembrando que a China tem outras alternativas, como comprar soja do Brasil.

O gigante asiático é o principal destino da soja dos Estados Unidos, que fornece mais de um terço da leguminosa consumida na China.

Caso as represálias se concretizem, seria mais difícil para Trump angariar eleitores em dez estados - inclusive Illinois, Minnesota e Kansas - que dependem das exportações de soja para a China.

Em sua primeira reação, Pequim anunciou um possível imposto de 25% sobre as importações de carne suína dos Estados Unidos, um golpe para Iowa e um provável problema eleitoral em novembro. O estado ficou ao lado de Trump em 2016, depois de ter eleito o democrata Barack Obama nas duas eleições anteriores.

Os eleitores de Trump em 2016 poderiam simplesmente se abster de votar neste ano, alimentando a incerteza sobre o resultado das eleições de meio de mandato, que acontecerão em 6 de novembro.

Neste contexto, Edward Alden, especialista do Conselho de Relações Exteriores, argumenta que Trump fará tudo que for possível para evitar represálias chinesas e europeias.

Especialmente porque, no passado, a política de alvejar produtos de estados politicamente sensíveis já rendeu frutos.

- Postura popular -

Em 2002, o presidente George W. Bush teve que retirar suas tarifas sobre o aço quando a União Europeia retaliou com medidas sobre as laranjas da Flórida - estado que lhe rendeu sua primeira eleição por poucas centenas de votos.

O republicano Chuck Grassley, senador de Iowa, citou outro exemplo do passado: o embargo do presidente Jimmy Carter às exportações de grãos dos EUA para a União Soviética resultou em uma queda imediata de 10% nas vendas de seu estado.

Foi há 38 anos, mas ainda está na memória de todos os agricultores, disse ele ao representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Robert Lighthizer, na semana passada.

Para Trump, no entanto, o contexto é diferente, já que a imposição de tarifas aos produtos chineses, assim como ao aço e ao alumínio, é, em última instância, o cumprimento de uma de suas promessas eleitorais de atacar o comércio injusto de seus parceiros.

São justamente estas promessas que contribuíram para sua eleição em estados-chave, como Michigan, Wisconsin e Pensilvânia, onde são fabricadas as Harley-Davidson.

Trump está apostando que os eleitores apreciem o fato de estar contra a China no comércio, disse Alden. Ele adota uma postura dura, popular em muitas partes do país que foram duramente afetadas pelas importações chinesas.

 

Últimas Notícias

Brasil perdeu 7,2 milhões de linhas de celular no ano passado
Petrobras reduz em 3% GLP empresarial nas refinarias
Ministro do STJ nega pedido de prisão domiciliar a João de Deus
Escassez de chuvas leva governo a acionar termelétricas mais caras
Picciani, Paulo Melo e Albertassi serão julgados por Bretas
Suspensa permissão para deputada receber denúncias contra professores
MPT não descarta pedir bloqueio dos bens do Flamengo
Número de mortos identificados em Brumadinho chega a 151

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212