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23 de Mar de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Policiais que mataram homem negro na Luisiana não serão denunciados - Jornal Brasil em Folhas
Policiais que mataram homem negro na Luisiana não serão denunciados


Os dois agentes da Polícia americana que em 2016 mataram a tiros um homem negro na Luisiana não serão denunciados pelo ato, anunciou nesta terça-feira (27) o promotor-geral do estado.

Enquanto isso, o Departamento de Justiça da Califórnia informou que supervisionará uma investigação sobre outro polêmico caso policial: o de um homem negro desarmado atingido por disparos em Sacramento.

Os dois casos reavivaram preocupações sobre a conduta da Polícia, após uma série de tiroteios fatais de suspeitos afro-americanos nos últimos anos, que alimentaram protestos e um debate nacional sobre raça e justiça penal.

Em 5 de julho de 2016, Alton Sterling, de 37 anos, foi assassinado a tiros Baton Rouge, Luisiana, em uma polêmica com os agentes de Polícia Blane Salamoni e Howie Lake do lado de fora de uma loja onde havia estado vendendo CDs.

O promotor-geral da Luisiana, Jeff Landry, disse em coletiva de imprensa nesta terça que, após uma investigação, havia sido decidido que não tomariam medidas legais contra Lake e Salamoni.

Nossa investigação concluiu que os oficiais Lake e Salamoni tentaram fazer uma prisão legal, declarou Landry, acrescentando que a decisão de não apresentar acusações não foi rapidamente tomada.

Assegurou que Sterling estava armado, sob a influência de drogas ilegais e que havia resistido à prisão.

Durante todo o encontro, os oficiais tentaram várias técnicas não letais para obter o cumprimento e o controle das mãos do senhor Sterling, assinalou.

O promotor também acrescentou que a preocupação por parte dos oficiais de que estava armado e era perigoso foi posteriormente verificada e correta.

De acordo com o relatório do Departamento de Justiça da Luisiana sobre o tiroteio, uma arma calibre 38 carregada foi encontrada no bolso da frente do lado direito na calça de Sterling.

Sua tia, Sandra Sterling, condenou a decisão da Promotoria. Devolvem um assassino às ruas, disse.

Há quase um ano, o Departamento de Justiça também se negou a apresentar acusações contra os oficiais pela morte de Sterling.

Durante uma investigação de 10 meses, agentes e procuradores do FBI revisaram imagens do incidente capturado por câmeras corporais, celulares e câmeras de vigilância da loja, assim como depoimentos e outras provas.

O Departamento de Justiça disse que não encontrou evidências suficientes para respaldar acusações penais federais contra qualquer um dos oficiais.

Segundo os investigadores, Salamoni disparou contra Sterling três vezes no peito e depois nas costas, em um incidente que durou menos de 90 segundos.

- Tiroteio em Sacramento -

Enquanto isso, as autoridades de Sacramento, capital do estado da Califórnia, pediram calma nesta terça-feira ao anunciarem uma investigação independente sobre o tiroteio que matou Stephon Clark em 18 de março.

Nossa supervisão independente da investigação e nossa revisão separada do departamento (de polícia de Sacramento) serão baseadas nos fatos e na lei. Nada mais, nada menos, disse o promotor-geral da Califórnia, Xavier Becerra.

Clark, de 22 anos e pai de duas crianças, foi assassinado a tiros pela polícia no quintal de sua casa.

O incidente foi provocado após uma ligação de emergência que alertou que um homem estava quebrando janelas de carros na vizinhança.

Vídeos feitos por um helicóptero e pelas câmeras de segurança corporais da polícia mostram que Clark correu pelo bairro e depois entrou no quintal da casa de seus avós, onde morava.

Os oficiais invadiram o local e enfrentaram Clark gritando: mostre as mãos!, seguido pouco depois de arma, arma, arma!. Então dispararam 20 vezes.

Mas Clark não estava armado. Em suas mãos havia um iPhone.

Ocorreram protestos do lado de fora do Capitólio estadual e no centro de Sacramento, com manifestantes bloqueando o tráfego e entrando em confronto com a polícia.

Os oficiais envolvidos no caso foram suspensos à espera de uma investigação.

 

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