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15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Indignação marca funeral de jovem negro morto por policiais na Califórnia - Jornal Brasil em Folhas
Indignação marca funeral de jovem negro morto por policiais na Califórnia


O funeral de Stephon Clark, um pai de família negro que recebeu 20 tiros no quintal de sua casa, foi realizado nesta quinta-feira em uma igreja de Sacramento e provocou novos protestos contra a morte de um jovem desarmado em uma ação da polícia na Califórnia.

A morte aconteceu no dia 18 de março, quando os agentes presumiram que Clark, 22 anos, estava armado. No entanto, encontraram apenas um celular comum.

Muitas pessoas compareceram ao funeral, incluindo o famoso ativista negro Al Sharpton, que fez um discurso em homenagem à vítima.

O caixão foi colocado em uma igreja em Sacramento rodeado de coroas flores e mensagens como Te amamos big poppa.

A morte de mais um cidadão negro em uma operação das forças de segurança provocou protestos em Sacramento, a capital da Califórnia, com manifestantes diante da Assembleia estadual e no centro da cidade, bloqueando ruas e enfrentando a polícia.

Stephon Clark, Stephon Clark!, gritou o irmão da vítima, Stevonte Clark, ao interromper uma reunião da Câmara Municipal. Mais alto, mais alto!, pedia aos presentes.

Ao entrar no prédio do Legislativo, Stevonte Clark, que usava uma camisa com a imagem do irmão, sentou na mesa do prefeito Darrell Steinberg, a quem depois exigiu que se calasse.

Na audiência - que terminou em meio ao caos, com vários vereadores escoltados pela polícia - vários cidadãos denunciaram um racismo endêmico e décadas de inércia por parte das autoridades, segundo o jornal Sacramento Bee.

Centenas de manifestantes permaneceram nas proximidades da Câmara.

Um vídeo da operação que resultou na morte de Stephon Clark foi divulgado no dia 21 pelo Departamento de Polícia (SPD).

A ação foi registrada no domingo 18 de março à noite, em uma casa pertencente aos avós de Clark, que também morava no local. No total, ele recebeu 20 disparos.

A Polícia chegou a este bairro respondendo a uma chamada dos serviços de emergência sobre um homem que havia quebrado várias janelas de veículos na zona e se escondia em um quintal.

Os oficiais consideraram Clark como o principal suspeito e o perseguiram. Tudo foi gravado de um helicóptero e também pelas câmeras instaladas nos uniformes dos agentes.

O vídeo mostra Clark correndo e buscando abrigo em seu quintal.

Os policiais gritam mostre suas mãos! e imediatamente continuam: arma, arma, arma!.

Pela lente infravermelha no helicóptero os disparos são vistos como lampejos brancos. O corpo do suspeito imediatamente cai no chão.

Os oficiais acharam que o suspeito apontava para eles com uma arma de fogo. Depois de uma busca exaustiva, os investigadores na cena não encontraram nenhuma arma. A única coisa achada com o suspeito foi um celular, assinalou o comunicado.

Ao ouvir os disparos fora de sua casa, os avós de Clark ligaram para a emergência sem saber que a Polícia já estava em seu quintal.

Disse aos policiais são uns assassinos, declarou a avó, Sequita Thompson, à emissora Fox 40.

Estava no lugar errado na hora errada em seu próprio quintal?, questionou a mulher, ironicamente, em declarações ao Sacramento Bee.

Os dois oficiais estão temporariamente suspensos e uma investigação foi aberta.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, afirmou que este incidente terrível é um tema local e que deve ser resolvido pelas autoridades locais.

Os negros representam a imensa parte do número de civis mortos pelas forças de ordem.

Na terça, o procurador-geral da Louisiana anunciou que não apresentaria acusações contra os dois policiais que, em 2016, mataram a tiros outro homem negro.

A família Clark estuda processar a polícia local pelo assassinato; um acordo extrajudicial também é aventado, mas igualmente pode levar meses.

 

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