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18 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Israel rejeita pedidos de investigação sobre violência em Gaza - Jornal Brasil em Folhas
Israel rejeita pedidos de investigação sobre violência em Gaza


O governo israelense rejeitou os pedidos internacionais de uma investigação independente após a morte de 16 manifestantes palestinos por tiros de soldados israelenses na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.

O Estado hebreu enfrenta críticas de organizações de defesa dos direitos humanos pelo uso de armas de fogo na sexta-feira passada, o dia mais violento no conflito israelense-palestino desde a guerra de 2014.

Os palestinos acusaram os soldados israelenses de atirar contra manifestantes que não representavam nenhuma ameaça.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, defenderam uma investigação independente e transparente sobre os fatos.

No sábado, o governo dos Estados Unidos bloqueou um projeto de declaração do Conselho de Segurança da ONU que recomendava moderação e pedia uma investigação dos confrontos na fronteira de Israel com Gaza.

Neste domingo, o papa Francisco mencionou o conflito, durante a tradicional mensagem Urbi et Orbi de Páscoa.

Invocamos frutos de reconciliação para a Terra Santa, que nestes dias também está sendo afetada por conflitos abertos que não respeitam os indefesos, disse.

- Não foi Woodstock -

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, felicitou no sábado o exército por ter protegido as fronteiras do país após a manifestação de sexta-feira.

O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou que o protesto não foi o festival de Woodstock.

Lieberman disse que os pedidos de investigação independente são hipócritas e neste domingo reiterou a rejeição do governo.

Não vai existir comissão de investigação. Não teremos tal coisa aqui. Não vamos cooperar com nenhuma comissão de investigação, afirmou.

Netanyahu também respondeu neste domingo domingo ao presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que chamou de ataque desumano a violência de sexta-feira que provocou a morte de 16 palestinos.

O exército mais ético do mundo não vai receber nenhuma lição de moral moral de alguém que bombardeia os civis de modo indiscriminado há vários anos, escreveu Netanyahu no Twitter.

Pouco depois, Erdogan retomou as críticas e acusou Netanyahu de ser um terrorista.

Hey, Netanyahu! Você é um ocupante. E é como um ocupante que você está nestas terras. E ao mesmo tempo você é um terrorista, disse o presidente turco em um discurso em Adana, sul do país.

- Direito de retorno -

Na sexta-feira, os soldados israelenses abriram fogo contra os palestinos que se aproximaram da cerca de fronteira fortificada entre a Faixa de Gaza e Israel, um cenário frequente de distúrbios violentos.

Os militares israelenses alegaram que atiraram apenas quando foi necessário, quando os agitadores usavam pneus em chamas e lançavam bombas incendiárias e pedras contra a cerca de segurança e as tropas. Um porta-voz militar afirmou que 30.000 manifestantes participaram nos protestos de sexta-feira.

Fontes militares também citaram tentativas de destruir a cerca e de invasão do território israelense.

A mobilização dos moradores de Gaza não era uma manifestação, e sim uma atividade terrorista organizada pelo Hamas, afirmou o general de brigada Ronen Manelis. O movimento islamita, que protagonizou três guerras contra Israel desde 2008, controla a Faixa de Gaza.

Além dos 16 mortos, os confrontos deixaram mais de 1.400 feridos, 758 deles por tiros e os demais por balas de borracha ou inalação de gás lacrimogêneo, segundo o ministério da Saúde de Gaza.

Os confrontos não deixaram vítimas do lado israelense

O protesto palestino, com duração prevista de seis semanas ao longo da cerca de segurança entre Gaza e Israel, foi convocado pela sociedade civil para exigir o direito de retorno dos refugiados palestinos e denunciar o bloqueio imposto por Israel a Gaza.

Outro tema de disputa entre israelenses e palestinos é o status de Jerusalém, que se tornou ainda mais delicado desde que o presidente americano Donald Trump decidiu reconhecer a Cidade Sagrada como capital de Israel e transferir para a cidade a embaixada dos Estados Unidos.

 

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