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15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Cuidados para prevenção à gripe devem ser reforçados com a proximidade do inverno - Jornal Brasil em Folhas
Cuidados para prevenção à gripe devem ser reforçados com a proximidade do inverno


Temperaturas mais baixas e o ar mais seco são características típicas do período compreendido entre outono e inverno. Por isso, nesta época, é fundamental reforçarmos os cuidados na prevenção à gripe.

A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Janaína Fonseca, destaca que a vacinação contra gripe mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações.

Neste a ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe terá início no dia 16 de abril, seguindo até o dia 25 de maio, e terá como público-alvo prioritário:

- crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias);
- gestantes em qualquer idade gestacional; puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto);
- trabalhadores da saúde; povos indígenas aldeados; indivíduos com 60 anos ou mais de idade;
- professores na ativa da educação infantil, ensino fundamental, médio e superior das escolas públicas e privadas;
- pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, mediante prescrição médica;
- e população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Janaína Fonseca explica que a vacina é importante para prevenir principalmente as complicações relacionadas à Influenza, incluindo hospitalização e óbito. “Pessoas pertencentes aos grupos de risco possuem maior propensão a complicações pela própria condição ou doença de base. Por essa razão, a vacina deve ser direcionada a essas pessoas, observa.

A meta da cobertura vacinal é de 90% e, em Minas Gerais, espera-se vacinar 5.034.284 indivíduos.

“As estratégias de vacinação no Brasil, a inclusão de novas vacinas no Programa Nacional de Imunização (PNI) e o estabelecimento de grupos populacionais a serem cobertos são decisões respaldadas em bases técnicas, científicas e logísticas, evidência epidemiológica, eficácia e segurança do produto, somados à garantia da sustentabilidade da estratégia adotada para a vacinação, destaca Janaína.

Esta ação, segundo ela, tem contribuído na redução da mortalidade em indivíduos portadores de doenças crônicas, tais como: doença cardiovascular, AVC, doenças renais, diabetes, pneumonias, dentre outras. Alguns estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à Influenza”, explica Janaína Fonseca.

Por que vacinar todos os anos?

O Influenza é um vírus de circulação sazonal e, em 2018, a vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é trivalente, protegendo contra 3 tipos de Influenza, sendo eles o H3N2, o H1N1 e o B.

A diretora de Vigilância Epidemiológica explica, ainda, que é fundamental que o público-alvo prioritário seja vacinado anualmente, já que a vacina não possui imunidade duradoura. “Por este motivo é necessário a revacinação todos os anos. Além disso, os vírus podem modificar de um ano para outro, havendo necessidade também de atualizar a vacina”, afirma.

De acordo com Janaína Fonseca, o Influenza H3N2 circulou de forma intensa durante todo o ano de 2017, tendo destaque também já no início do ano de 2018, com seis casos confirmados até o momento.

Gestantes

De acordo com a cobertura vacinal da gripe de anos anteriores, as grávidas aparecem como o público-alvo mais desafiador quando se trata de cumprir a meta. Por isso, a SES-MG reforça que o Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI) do Ministério da Saúde e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomendam a vacinação contra a influenza para todas as gestantes na campanha.

“Diversos estudos publicados comprovaram que a vacinação da gestante propicia benefícios à mãe e ao recém-nascido, reduzindo substancialmente a morbidade e o risco de hospitalização em bebês de mães vacinadas durante a gestação nos primeiros seis meses de vida. Além disso, a análise das informações sobre vacinação de gestantes e mulheres que amamentam, independentemente do trimestre em que a vacina foi administrada, mostrou-se segura para a mãe e o bebê”, esclarece Janaína.

A servidora pública, Ana Paula Fidélis, grávida de 4 meses, está consciente da importância da imunização. “Acho fundamental garantir essa proteção a mais contra a gripe, principalmente pelo fato de que, durante a gestação, muitos medicamentos são contra indicados. Agora, não dá mais para pensar só em mim. É uma vida aqui dentro que também precisa de cuidados”, afirma Ana Paula.

Gripe ou resfriado?

“O resfriado caracteriza-se pela presença de sintomas relacionados ao comprometimento das vias áreas superiores, como entupimento do nariz, tosse, rouquidão, febre variável, mal-estar, dor no corpo e de cabeça. Já a gripe, inicia-se com instalação abrupta de febre, acima de 38ºC, seguida de dor no corpo, garganta, prostração, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias”, afirma Janaína.

Gripe em Minas

Em 2018, foram confirmados, até o momento, oito casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus da Influenza (gripe). Até aqui, nenhum desses casos de SRAG, causado pela Influenza, evoluiu para o óbito.

Outras dicas de prevenção

Tanto a gripe, quanto o resfriado têm formas de contágio similares e ocorrem por meio de secreções liberadas pela pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. Além da vacina, hábitos como realizar a higiene frequente das mãos, evitar grandes aglomerações e espaços fechados, ajudam a prevenir o contágio.

“Uma vez que o vírus está presente no ar o tempo todo, a higiene deve ser constante. É fundamental utilizar a parte interna do braço para tossir ou espirrar, lavar frequentemente as mãos com água corrente e sabonete e evitar locais que não haja circulação do ar são fundamentais para prevenir tais doenças”, completa a diretora de Vigilância Epidemiológica.

 

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