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 Educação precoce atende 2,5 mil alunos por ano na rede pública - Jornal Brasil em Folhas
Educação precoce atende 2,5 mil alunos por ano na rede pública


Markus Schneider, de 5 meses, nasceu prematuro e passou por complicações depois do parto. Encaminhado por um pediatra, o bebê é um dos 215 alunos matriculados no Centro de Ensino Especial 2 de Brasília (612 Sul) para o programa de Educação Precoce.

Na rede pública do Distrito Federal, em média, o programa atende 2,5 mil estudantes por ano em 19 centros de ensino especial distribuídos pelas 14 coordenações regionais.

O programa é referência no País, já que Brasília é a única unidade federativa a oferecer o serviço como parte da grade de educação.

“Em outras, ele é vinculado às secretarias de Saúde. Aqui, além da estimulação, oferecemos acompanhamento educacional”, detalha a diretora de Educação Especial da rede, Claudia Madoz. Segundo ela, toda a demanda que chega é atendida.

Diferentemente do restante da rede, não há um momento específico para a matrícula. Ela pode ser feita durante todo o ano, a depender das vagas disponíveis.

Os responsáveis devem procurar uma regional de ensino, para o aluno ser encaminhado à escola, e levar a documentação necessária, como o atestado médico. Antes de ser inscrito, o estudante passa por uma avaliação.
Evolução motora e inclusão

Os olhinhos atentos no móbile e a cabeça seguindo os movimentos do brinquedo encantam Priscilla Torres, de 66 anos, a avó materna de Markus. “Ele não tinha tanta movimentação do pescoço e da mãozinha. Hoje, se mexe para todo o lado”, conta emocionada.

O programa atende crianças recém-nascidas e de até 4 anos de idade. A intenção é estimular o desenvolvimento integral, auxiliar em questões necessárias para potencializar as competências de cada uma delas e incluí-las na educação regular. Para isso, as atividades envolvem desde incentivos para que engatinhem até técnicas de interação.

Duas vezes por semana, Markus passa por cuidados como a shantala e outras massagens relaxantes. “Todo prematuro tem uma agitação motora forte, por isso são importantes essas técnicas para acalmá-lo”, explica a coordenadora da Educação Precoce no centro de ensino especial, Maria Renata Andrade.

Em outro caso, em uma sala adaptada com obstáculos, os profissionais incentivam as crianças a se locomoverem com independência — elas arrastam objetos, engatinham e caminham. Na piscina, o intuito é trabalhar a atenção e o autoconhecimento sobre o corpo.

A escola ainda conta com um parque e uma agrofloresta, onde, além de se acalmarem, os alunos aprendem sobre o meio ambiente e o respeito a outros seres vivos.

Também são atendidos bebês com algum tipo de síndrome ou com atraso neuropsicomotor e que passam por investigação para diagnóstico de autismo.

Principais parceiros da educação precoce, os responsáveis pelas crianças se envolvem em grande parte das atividades. Os pais acompanham o atendimento dos filhos até que completem 2 anos ou em algum caso de adaptação. Até os 6 meses, o nenê tem duas aulas por semana: uma com um pedagogo e outra com um professor de educação física.

Depois dos 6 meses, essa quantidade dobra para dois encontros semanais com cada profissional. Após os 2 anos, quando estão mais independentes, os alunos passam a integrar grupos, e as reuniões ocorrem de duas a três vezes por semana, com horários variados.

Independentemente da idade dos filhos, é necessário que os pais permaneçam na escola durante todo o período de atividade, mesmo que não possam estar na aula. Isso porque a presença deles pode ser solicitada em alguma etapa do processo de desenvolvimento.

Edição: Raquel Flores

 

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