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20 de Jul de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Criação de empregos desacelera nos EUA - Jornal Brasil em Folhas
Criação de empregos desacelera nos EUA


A criação de empregos nos Estados Unidos desacelerou mais que o previsto em março depois do recorde de fevereiro, mas a taxa de desemprego se manteve em 4,1% pelo sexto mês consecutivo.

O departamento do Trabalho informou nesta sexta-feira que a economia americana criou 103.000 novos empregos em março contra os 175.000 que esperavam os analistas, que também projetavam uma queda da taxa de desemprego a 4%.

A desaceleração das contratações provavelmente decepciona a Casa Branca, quando o presidente Donald Trump mantém um confronto com a China e outros sócios comerciais, o que alarma a comunidade empresarial e o Partido Republicano.

Ao todo, 6,6 milhões de pessoas estavam desempregadas em março. Além delas, 5 milhões tinham empregos de meia jornada não desejados - ou seja, porque não conseguiram encontrar um trabalho em horário integral. A taxa de participação no mercado de trabalho caiu a 62,9%.

Já os salários por hora - número avaliado por analistas - subiram 0,3% em março, a uma média de 26,82 dólares a hora.

Os salários aumentaram 2,7% em relação a março de 2017, sugerindo um mercado de trabalho mais estreito, o que poderia estimular remunerações mais elevadas e aumentar a pressão inflacionária.

Os avanços salariais por hora provavelmente são o resultado de uma redução na quantidade de horas trabalhadas entre os trabalhadores mais remunerados no setor industrial, considerou Chris Low, analista da FTN Financial.

Há meses economistas apontam que, em um mercado de trabalho cada vez mais estreito, os empregadores devem oferecer melhores salários para atrair ou reter seus funcionários, um fenômeno que leva tempo para se materializar.

O número de pessoas que deixaram seus empregos em março aumentou para 864 mil, refletindo a confiança na capacidade de encontrar um emprego, e isso deve levar a salários mais altos, disse o economista Berken Mickey Levy.

Em março, foram os setores de indústria, saúde e mineração que obtiveram os melhores números, acrescentando 22 mil, 22 mil e 9 mil vagas, respectivamente.

 

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