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20 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Regulador britânico de dados investiga o Facebook - Jornal Brasil em Folhas
Regulador britânico de dados investiga o Facebook


O regulador britânico encarregado da proteção de dados (ICO) anunciou nesta quinta-feira (5) que está investigando 30 organizações, entre elas o Facebook, por utilizar a informação pessoal de usuários com fins políticos.

No marco da minha investigação sobre a utilização de dados pessoais e de análise de dados em campanhas políticas, os partidos, as redes sociais e outros atores comerciais, o ICO realiza uma investigação de 30 organizações, entre elas o Facebook, indicou em um comunicado Elizabeth Denham, responsável pelo órgão regulador (Information Commissionner’s Office).

O regulador já havia lançado em março uma investigação sobre a firma britânica de análise de dados e de comunicação estratégica Cambridge Analytica, acusada de ter obtido em 2014, através de um questionário psicológico respondido por mais de 300.000 pessoas, os dados de milhões de usuários.

Isso permitiu à empresa britânica criar uma base de dados antes de ser contratada para a campanha do atual presidente dos Estados Unidos Donald Trump em 2016.

O escândalo tomou nova dimensão nesta quarta-feira, quando a rede anunciou que os dados de 87 milhões de usuários — e não de 50 milhões como havia sido anunciado previamente — foram usados de maneira indevida pela Cambridge Analytica.

O Facebook garante que ignorava que os dados recuperados por Cambridge Analytica seriam utilizados com fins políticos.

O ICO examina como foram obtidos os dados por uma aplicação de terceiros no Facebook e compartilhada com a Cambridge Analytica. Também estamos realizando uma investigação mais ampla sobre a maneira como as plataformas das mídias sociais foram utilizadas nas campanhas políticas, explicou Denham.

Ele acrescentou que o Facebook está colaborando na investigação. No entanto, é muito cedo para dizer se estiveram suficientemente apegados à lei, advertiu.

Sem descartar que a investigação conclua com ações coercitivas, também indicou que faria recomendações de regulação.

 

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