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16 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 EUA pede ação da ONU após suposto ataque químico na Síria - Jornal Brasil em Folhas
EUA pede ação da ONU após suposto ataque químico na Síria


A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, em 9 de abril de 2018 durante reunião de emergência no Conselho de Segurança.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, exortou nesta segunda-feira o Conselho de Segurança a agir após o último suposto ataque químico na Síria, advertindo que Washington está preparado para responder.

A Rússia declarou que um ataque militar americano contra a Síria teria graves consequências e destacou que não está provado o uso de cloro ou gás sarin no bombardeio ocorrido na sexta-feira passada.

Chegou o momento de o mundo ver que está se fazendo justiça, disse Haley durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, em Nova York.

Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e outros seis países solicitaram a reunião de emergência após o suposto uso de gases tóxicos, na sexta-feira, contra o bastião rebelde de Duma, onde 40 pessoas morreram.

A história registrará isto como o momento em que o Conselho de Segurança cumpriu seu dever ou demonstrou seu completo e absoluto fracasso em proteger o povo sírio, declarou Haley. De qualquer maneira, os Estados Unidos reagirão a isto.

O embaixador russo no Conselho, Vassily Nebenzia, revelou que Moscou já advertiu os Estados Unidos para não colocar em risco as forças russas estacionadas na Síria.

O uso da força sob um pretexto mentiroso contra a Síria, onde, a pedido do governo legítimo do país, estão tropas russas, poderá ter graves repercussões, declarou Nebenzia.

O diplomata russo destacou que o projeto de resolução proposto pelos Estados Unidos ao Conselho traz elementos inaceitáveis que vão apenas piorar a situação.

Tenho medo de que estejam procurando, acima de tudo, uma opção militar, que é muito perigosa.

Especialistas russos na Síria não encontraram evidências do uso de gás sarin ou cloro, afirmou Nebenzia, que ofereceu assistência russa e síria para permitir o acesso de membros da Organização para a Proibição de Armas Químicas a Duma.

Nebenzia acusou as potências ocidentais de perseguir uma política de confrontação com o emprego de calúnias, insultos, retórica agressiva, chantagens, sanções e ameaças do uso da força.

Durante o dia, o presidente americano, Donald Trump, declarou que decisões importantes serão adotadas nas próximas 24 ou 48 horas, enquanto o secretário da Defesa, Jim Mattis, não descartava uma ação militar.

Segundo Haley, os Estados Unidos estão decididos a fazer o monstro que atacou com armas químicas um povoado sírio a prestar contas.

 

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