Assine Brasil em Folhas / Nuvem / Pressreader



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


22 de Jun de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

...

...

 
Notícias
 Manutenção do teto de gastos é inviável sem reforma da Previdência, diz Guardia - Jornal Brasil em Folhas
Manutenção do teto de gastos é inviável sem reforma da Previdência, diz Guardia


A manutenção do teto federal de gastos é inviável sem a reforma da Previdência, disse hoje (12) o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Ao apresentar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019, ele acrescentou que a reformulação no regime de aposentadorias e pensões é essencial para que a União volte a registrar resultados positivos nas contas públicas a partir de 2022.

De acordo com o ministro, somente a reforma impedirá aumentos de impostos nos próximos anos que podem comprometer a recuperação da economia. Caso as mudanças não sejam feitas, alertou Guardia, o ajuste fiscal dos últimos anos não terá resultado.

“Se aprovada a reforma da Previdência, tudo o que está sendo feito fará sentido. A gente quer evitar aumento de impostos numa economia que saiu de uma brutal recessão e está em recuperação. Todos nós sabemos disso. Agora, tem o timing da aprovação. Se o Brasil não enfrentar a questão previdenciária, o ajuste gradual não tem consistência. Isso é o que falta para capturar benefícios [para a economia] que virão quando Previdência for aprovada”, disse.

A proposta da LDO enviada hoje ao Congresso prevê que o governo gastará R$ 635,4 bilhões no próximo ano para pagar os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), um valor que é R$ 43,1 bilhões (7,27%) maior que o estimado para 2018. “Os gastos com a Previdência crescem quase o dobro da inflação [estimada em 4,2% para o próximo ano]”, disse o ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

Em relação ao teto de gastos, Guardia advertiu que a não aprovação da reforma da Previdência causará problemas para a execução do Orçamento nos próximos anos. Isso porque as despesas com aposentadorias e pensões, ao crescerem mais que a inflação, comprime o resto do Orçamento, a ponto de não sobrar dinheiro para as despesas discricionárias (não obrigatórias), que englobam investimentos como obras públicas e a manutenção de alguns serviços públicos.

“Indo adiante de 2021, vamos continuar vendo esse efeito de uma melhora do resultado primário da ordem de 0,5% do PIB todo ano, ao longo dos dez anos, desde que aprovada a reforma. Sem a reforma da Previdência, o crescimento das despesas obrigatórias comprime as despesas discricionárias e aí, o teto se torna insustentável. Sem a reforma da Previdência o teto não é viável ao longo de dez anos. Nós sabemos disso”, alertou.

Déficits

Desde 2014, o Brasil tem registrado déficit primário (resultado negativo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública) nas contas públicas. O projeto da LDO de 2019 prevê que o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – continuará a registrar rombos de R$ 139 bilhões em 2019, R$ 110 bilhões em 2020 e R$ 70 bilhões em 2021. Serão, portanto, pelo menos oito anos seguidos de déficit. Caso a reforma da Previdência seja aprovada, disse o ministro da Fazenda, aumentam as chances de o país reequilibrar as contas públicas a partir de 2022.

De acordo com Guardia, uma eventual aprovação da reforma da Previdência perto do fim do ano resultaria em economia de R$ 5 bilhões em gastos de custeio (manutenção da máquina pública) em 2019. A reoneração da folha, cuja tramitação no Congresso está parada, teria impacto fiscal positivo (alta na arrecadação somada com economia de despesas) de R$ 16 bilhões. “Somente com essas duas medidas, teríamos mais R$ 21 bilhões disponíveis para o volume de despesas do dia a dia do governo”, declarou.

Edição: Davi Oliveira

 

Últimas Notícias

Caged: 33 mil novos empregos formais foram criados em maio
BNDES libera R$ 508 milhões para melhorias em aeroporto de Confins
Dólar sobe 1% depois de altas e baixas durante o dia
Banco Central mantém juros básicos da economia em 6,5% ao ano
STF tem quatro votos contra restrição a programas de humor em eleições
Agropecuária puxa geração de empregos formais em maio
Manutenção da Selic em 6,5% já era esperada pelo setor empresarial
Disputa entre China e EUA pode afetar exportações do Brasil, diz MDIC

MAIS NOTICIAS

 

Pelo grupo do Brasil, Sérvia vence Costa Rica
 
 
Justiça Federal aceita 24ª denúncia contra ex-governador Sérgio Cabral
 
 
Copa do Mundo altera rotina de comissões e de visitas no Congresso
 
 
Carioca ainda aguarda estreia do Brasil para entrar no clima da Copa
 
 
Torcida acredita em vitória do Brasil, mas sem muita euforia
 
 
Neymar afirma que não tem medo de sonhar grande

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212