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 EUA: tiroteios acidentais aumentam argumentos contra armar professores - Jornal Brasil em Folhas
EUA: tiroteios acidentais aumentam argumentos contra armar professores


Dois tiroteios ocorridos acidentalmente nesta terça-feira (17) repercutem na mídia norte-americana como contra-argumento à ideia de que professores da rede pública nos Estados Unidos permaneçam armados na sala de aula. Os incidentes aconteceram na Califórnia e na Virginia, uma semana depois de o governo da Flórida ter assinado uma legislação que permite que um determinado número de professores esteja armado na sala de aula.

Três alunos da escola em Seaside, Califórnia, ficaram levemente feridos e não houve feridos no incidente em Alexandria, Virgínia, de acordo com a polícia. Mas ambos os casos ocorreram em um momento em que estudantes, familiares e educadores pressionam o governo para aumentar o controle de armas no país, bem como aumentar o controle para vendas de armamento automático e aumentar a idade legal.

No caso da Califórnia, o professor Dennis Alexander, se preparava para dar uma aula sobre segurança de armas, quando disparou acidentalmente. O porte de armas não é permitido dentro de escolas na Califórnia, mas Alexander tinha porte de armas por ser um policial da reserva.

Segundo a polícia, o professor apontou a arma para o teto, mas não se certificou que a mesma estava carregada, por isso, acabou disparando e os estilhaços do teto atingiram os alunos, um deles, um rapaz de 17 anos chegou a ser atingido por fragmentos da bala.

Na semana passada, o governador da Flórida, Rick Scott, assinou a lei que permite que alguns professores estejam armados dentro de salas de aula. E, no mesmo dia, cerca de 3 mil alunos de escolas de ensino médio de todo o país saíram as ruas marchando e fizeram 17 minutos de silêncio, em reverência às 17 vítimas do massacre ocorrido em uma escola em Parkland Flórida, há três semanas.

O outro incidente registrado ontem foi em uma escola em Alexandria, Virgínia, quando um funcionário também descarregou acidentalmente uma arma que estava dentro de seu armário.

Pressão

As mobilizações de alunos assumiram maior proporção desde o caso de Parkland. Eles pedem maior segurança, mas a maioria pede maior controle e que as leis para ter acesso a uma arma sejam alteradas.

No Congresso, parlamentares aprovaram recursos para campanhas de segurança e financiamento nesta terça-feira, mas não tocaram no tema do controle para vendas de armas.

Além disso, há um movimento nas escolas por mais segurança. Um reflexo já sentido por alunos de ensino médio na Geórgia, por exemplo, é a quantidade de câmeras de segurança nas escolas.

Emanuel Rojas, 17 anos, estudante da Alpharetta High School, na área metropolitana de Atlanta, diz que na semana passada foram instaladas novas câmeras de segurança. Agora tem câmera em todo lugar e elas também funcionam quando está escuro, disse à Agência Brasil.

As escolas do condado de Fulton, na Geórgia também aumentou a quantidade de seguranças. Estamos vendo mais seguranças novos agora, antes havia um ou dois nos prédios principais, agora há em cada andar e na saída do banheiro, informou.

Os estados e condados começaram a traçar estratégias para aumentar a segurança antes mesmo de uma mudança efetiva para um real controle de armas.

Outro exemplo, na Geórgia, são as escolas de educação infantil, que agora exigem o escaneamento facial na entrada e conferência da identidade, antes do visitante entrar na escola.

Edição: Carolina Pimentel

 

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