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17 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Apesar de minoria, pacientes abaixo de 55 anos também são atendidos - Jornal Brasil em Folhas
Apesar de minoria, pacientes abaixo de 55 anos também são atendidos


Manoel Rodrigues de Assis, de 44 anos, tem catarata nos dois olhos há 10 anos e está na fila de espera pela cirurgia há cinco. Com sentimento de alívio, causado pelo medo de perder a visão, já que seu irmão mais velho nasceu cego e sua sobrinha perdeu a vista quando tinha apenas oito anos, ele foi atendido nesta terça-feira (17.11) na 13ª Caravana da Transformação e começou o processo para o tão esperado procedimento.

Apesar da maioria dos pacientes atendidos durante a Caravana serem maiores de 55 anos, visto que o governo do Estado segue a Portaria 288/08, do Ministério da Saúde, que regula a idade mínima para a cirurgia de catarata, pacientes abaixo dessa idade que precisam ser operados e possuem encaminhamento médico atestando essa necessidade também estão sendo atendidos na Arena Pantanal.

Após passar por consulta, a cirurgia de Manoel foi marcada para o dia 1º de maio. Pedreiro há 20 anos, ele explicou que a catarata vem atrapalhando seu serviço e espera que agora o problema seja resolvido. “Toda hora tenho que parar para lavar o rosto, parece que tem areia no lado direito. Já pensou se eu tivesse que parar de trabalhar, ia viver de que? A noite também não consigo dormir, essa sensação de areia atrapalha muito, é péssimo”.

Assim como muitos que estão na espera há anos, Manoel pensou em fazer a cirurgia em uma clínica privada, mas o alto valor o impediu de levar os planos adiante. “Eu teria que pagar aproximadamente R$7,5 mil e não tinha de onde tirar esse dinheiro. A Caravana me abriu as portas e vai ajudar muita gente. Eu piloto moto e à noite estava muito difícil, com os faróis do carro batendo, a visão embaça ainda mais, era um risco para minha vida”.

Outra que necessita de cirurgia de catarata mas não teve condições de pagar pela operação é Mariluce Sueli, de 44 anos, que procurou a Arena Pantanal após ser avisada por uma amiga que trabalha na área de saúde. Ela chegou a fazer os exames na rede privada, mas não levou o procedimento adiante. “Para nós, de baixa renda, é muito complicado”. A moradora de Várzea Grande tem uma irmã que também precisa operar e agora tenta convencê-la a procurar atendimento na Caravana. “Quanto mais rápido nos tratarmos, melhor”.

Além da cirurgia de Catarata, pacientes com menos de 55 anos também podem, em condições específicas, serem operadas de pterígio durante a Caravana. O procedimento oftalmológico foi inserido pelo governo estadual devido ao grande número de pacientes em Mato Grosso. É o caso de Edilson dos Santos, de apenas 28 anos, um dos pacientes mais jovens desta edição. Desde criança ele faz acompanhamento médico, já que os seus pais também sofrem com o mesmo problema.

Por trabalhar como pedreiro, sua situação piorou, já que as causas do pterígio estão relacionadas à exposição ao sol, olhos secos ou agentes irritantes como poeira e vento. “Tá me atrapalhando muito, minha vista fica embaralhada e tenho dor de cabeça. Chega à noite só quero ficar com o olho fechado”, disse o jovem, que foi avisado da realização da Caranava pela atendente do postinho no qual faz acompanhamento, no Pedra 90, em Cuiabá.

Entre a turma mais jovem, há também quem veio apenas para fazer exame oftalmológico, como é o caso de Recinja Fonseca Teodoro da Silva, de 38 anos, moradora do bairro Tijucal. “Preciso trocar minha lente há dois anos, mas até um simples exame de vista hoje é difícil, nenhuma consulta sai por menos de 200 reais. Não tinha ideia de como era uma Caravana e avalio que é muito importante para as pessoas mais idosas e do interior que não têm condições de pagar por uma cirurgia. É tudo muito bem organizado, com atendentes educados e pacientes”.

13ª CARAVANA

A expectativa é que sejam feitas 20 mil consultas oftalmológicas e 15 mil cirurgias de catarata, yag laser e pterígio durante a Caravana da Transformação, entre os dias 16 de abril e 10 de maio. Os pacientes submetidos a cirurgia recebem o acompanhamento pós-operatório em três etapas, sem nenhum custo, com realização de consultas, exames e avaliações 24h, sete dias e trinta dias depois do procedimento cirúrgico.

Para ser atendido é necessário trazer documento de identificação com foto, comprovante de endereço e cartão do SUS. Nesta edição serão atendidos moradores de Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Jangada, Nova Brasilândia, Nossa Senhora do Livramento, Planalto da Serra, Poconé, Santo Antônio do Leverger, Rosário Oeste e Nobres.

 

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