Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


23 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 FMI deve elevar projeção de PIB ainda este ano, diz BC - Jornal Brasil em Folhas
FMI deve elevar projeção de PIB ainda este ano, diz BC


O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse hoje (20) que acredita o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve revisar sua projeção de crescimento neste ano para o Brasil. “Se as nossas projeções se mantiverem, acho que eles vão acabar subindo [a projeção]”, afirmou.

Segundo Goldfajn, que participa dos Encontros de Primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington, no último relatório Panorama da Economia Mundial, divulgado nesta terça, o Brasil foi um dos países cuja projeção mais se elevou em relação ao relatório anterior de janeiro.

No relatório do FMI, a previsão é que o Brasil deve crescer 2,3% neste ano e 2,5% em 2019, puxado por consumo e investimento. As projeções do fundo são menores do que as do ministério da Fazenda, de 3% para este ano, e do que as do mercado, que ficam em torno de 2,8%.

Sobre a gradualidade da retomada do crescimento brasileiro, o presidente do Banco Central afirmou que os números atuais são positivos, já que não se fala mais em recessão.

“Qualquer projeção entre 2,5 e 3% está dentro da margem razoável de projeções para este ano”, ressaltou, e e disse que a aceleração prevista pelo FMI está relacionada à política monetária, que gerou renda e permitiu o consumo antes mesmo da retomada dos investimentos. “Estamos recuperando. A recuperação é gradual e uma parte do gradualismo são as incertezas”, disse o presidente, citando enrte elas as incertezas políticas.

Quando questionado se continuaria no cargo em um eventual novo governo, o presidente do Banco Central afirmou que a contribuição de um presidente para o Banco Central é mais efetiva se ele se mantiver neutro com relação a questões partidárias. “O BC tem que trabalhar para qualquer cenário, para qualquer partido, ser um ator neutro para ter o seu papel de órgão de estado.”

Alta dos juros

Para Goldfajn, a normalização das políticas monetárias, ou seja, um aumento da taxa de juros, sobretudo nos Estados Unidos, não deve causar sobressaltos à economia brasileira, até porque o processo de normalização está relacionado à retomada do crescimento ao redor do mundo, o que é positivo. Ele lembrou a projeção do FMI de que o crescimento mundial será de 3,9% neste ano e no ano que vem, que, segundo ele, é um bom número: “a única coisa é que os números bons trazem nessa normalização”.

Segundo Ilan, os países têm que se preparar para uma mudança no cenário internacional, que havia sido muito benigno nos últimos anos e “talvez deixe de ser tão benigno”. De acordo com ele, nesse período houve uma janela para que os países fizessem reformas, e o Brasil, assim como outras economias, aproveitou essa janela, ainda que a reforma da Previdência não tenha sido aprovada. “Ficou para mais adiante”, afirmou.

Guerra comercial

O presidente do Banco Central afirmou que o cenário internacional é benigno, mesmo que algumas flutuações tenham ocorrido no sistema financeiro no início do ano, sobretudo depois da intensificação das discussões sobre disputais comerciais entre Estados Unidos e China. “Nós estamos num mundo onde muita coisa começa muito ruidosa e não necessariamente acaba com o ruído que começou”, afirmou. “Não acredito que isso que estamos observando vá levar a uma guerra comercial, isso faz parte de estratégias de negociação”.

Ilan disse que o Brasil está preparado para lidar com eventuais volatilidades, já que tem amortecedores, como um sistema financeiro robusto, balanço de pagamentos equilibrado, reservas altas, estoques de swaps baixos, conta-corrente favorável e fluxo normal dos investimentos estrangeiros diretos.

Edição: Maria Claudia

 

Últimas Notícias

Chega a 73 o número de mortos em explosão no México; feridos somam 74
Forte terremoto de magnitude 6,7 atinge o Chile
Mais de 150 imigrantes se afogam no Mar Mediterrâneo
Brasil e Europa vão ser interligados por novo cabo submarino
Acordo para mudar nome da Macedônia gera protestos em Atenas
Ghosn está disposto a aceitar qualquer condição para obter fiança
Bombeiros buscam pessoa desaparecida depois de tromba dágua no Rio
Mega-Sena acumula de novo e pode pagar R$ 38 milhões na quarta-feira

MAIS NOTICIAS

 

ANP aprova credenciamento de empresa certificadora
 
 
Política de combate à inflação foi bem-sucedida, diz presidente do BC
 
 
Marcos Pontes: fusão de Embraer e Boeing preserva interesses do país
 
 
Número de linhas de celular tem maior queda do ano em novembro
 
 
ANP: Petrobras pede prazo maior para definir quais campos vai explorar
 
 
Ex-presidente do Banco Central defende política econômica do governo

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212