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11 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Grupo armado curdo assume autoria de atentado que matou 37 pessoas em Ancara - Jornal Brasil em Folhas
Grupo armado curdo assume autoria de atentado que matou 37 pessoas em Ancara


Um grupo armado Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK, sigla em curdo) se responsabilizou nesta quinta-feira pelo atentado suicida com um carro-bomba que causou 37 mortes no último domingo em Ancara.

O grupo garantiu em mensagem divulgado através de seu site que o atentado foi uma ação de vingança pelas operações militares no sudeste do país, onde se concentra a minoria curda, e nas quais morreram centenas de pessoas.

O comunicado confirmou que a autora do atentado era Seher Çagla Demir, como o Ministério do Interior turco tinha afirmado na terça-feira, e incluia uma foto da jovem, que militava desde 2013 no TAK.

O grupo expressou tristeza pelas vítimas civis do atentado cujo objetivo, alegaram, eram as forças policiais, e acrescentou que verificaram que efetivamente nesta ação morreram muitos policiais.

O carro-bomba conduzido por Demir explodiu na tarde do domingo na praça de Kizilay, no centro de Ancara, ao lado de um ônibus municipal, e a imprensa turca só informou da presença de um policial entre as vítimas, entre as que havia vários estudantes universitários.

A mensagem do TAK acusa ao governo turco de tomar deliberadamente civis como alvo durante as intervenções armadas nas cidades curdas do sudeste, onde o exército e a polícia combatem há meses com artilharia e tanques contra milicianos curdos entrincheirados em seus bairros.

Contamos com centenas de pessoas dispostas a se sacrificarem e continuaremos a bater nos cérebros e executores da guerra suja nos lugares onde eles se sentem mais seguros, prometeu o comunicado.

O TAK já havia reivindicado o ataque de 17 de fevereiro contra um comboio militar no centro de Ancara, também cometido com um carro-bomba conduzido por um suicida, que deixou 28 mortos, a grande maioria militares.

O grupo armado se apresenta como uma cisão radical do Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK), a guerrilha curda da Turquia, e se atribuiu diversos ataques e atentados contra civis desde 2004. Pouco se sabe sobre suas estruturas ou fins.

O governo turco e vários analistas consideram o TAK simplesmente uma marca subsidiária do PKK, utilizada para reivindicar atentados que poderiam prejudicar a imagem desta guerrilha, por exemplo, quando há morte de civis.

 

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