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22 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Juiz Merrick Garland, um progressista moderado na Suprema Corte americana - Jornal Brasil em Folhas
Juiz Merrick Garland, um progressista moderado na Suprema Corte americana


Ao ser nomeado pelo presidente Barack Obama para a Suprema Corte dos Estados Unidos, o juiz Merrick Garland é recompensado por sua experiência e moderação, traços marcantes em sua longa e brilhante carreira no Poder Judiciário.

O jurista confirmou nesta quarta-feira sua reputação de integridade e modéstia, ao agradecer, comovido, o apoio de Obama nos jardins da Casa Branca.

Depois de ouvir os elogios do presidente, com as mãos cruzadas à sua frente, Garland admitiu que o posto ao qual foi nomeado representava a maior honra de sua vida.

O juiz, de 63 anos, agradeceu à família, aos seus avós, que fugiram do antissemitismo na Rússia e na Europa no início do século XX, ao seu pai, um comerciante de Chicago, e à sua mãe, uma mulher empenhada em atividades sociais e ligada à educação.

As decisões de um juiz são determinadas pela lei e nada além da lei, afirmou Garland, que atualmente é o juiz do Tribunal de Apelações de Washington.

Essa tem sido a pedra angular da minha vida profissional, garantiu.

Apesar de ter sido nomeado pelo presidente Obama para ser o nono juiz da Suprema Corte, Garland pode não assumir suas funções, uma vez que a maioria republicana no Senado reiterou a oposição a avaliar qualquer candidato apresentado pelo presidente democrata.

Garland, que é considerado um progressista moderado, é um jurista altamente respeitado, que conta com um currículo e uma experiência contundentes.

Obama descreveu o jurista como uma das mentes mais brilhantes da área do país.

Formado pela respeitada Universidade de Harvard, Garland foi assistente de William Brennan, um juiz progressiva já falecido, que deixou sua marca na Suprema Corte.

Durante os muitos anos em que atuou como procurador federal, esteve a cargo de casos de importância nacional, como o julgamento de Timothy McVeigh, o autor do atentado de Oklahoma, em 1995, no qual 168 pessoas morreram.

Ele também coordenou a acusação contra Ted Kaczynski, um ativista ambiental apelidado de Unabomber, cujos ataques traumatizaram os Estados Unidos.

Logo passou a ser juiz do Tribunal de Apelações da capital federal, uma instância reputada pela importância de seus casos.

Em 2013, Garland foi promovido a juiz decano do Tribunal de Apelações, uma decisão que o colocou como um candidato natural à Suprema Corte.

Obama, que durante seus dois mandatos nomeou duas mulheres como juízas para a máxima instância jurídica do país, já havia considerado Garland como um potencial candidato.

Por ser respeitado em todos os domínios políticos e por sua condição de homem branco, Garland corresponde ao perfil preferido de muitos republicanos conservadores para substituir o juiz conservador Antonin Scalia, que faleceu no mês passado.

Garland disputava a indicação com Sri Srinivasan, um brilhante juiz de origem indiana, e com Paul Watford, um juiz negro cuja atuação na Califórnia obteve grande destaque entre as elites de Washington.

No entanto, Garland tem mais experiência do que os outros aspirantes.

 

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