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15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Estudante americano é condenado a 15 anos de trabalhos forçados na Coreia do Norte - Jornal Brasil em Folhas
Estudante americano é condenado a 15 anos de trabalhos forçados na Coreia do Norte


Um estudante americano que reconheceu o roubo de material de propaganda foi condenado nesta quarta-feira na Coreia do Norte a 15 anos de trabalhos forçados por atividades subversivas, anunciaram meios de comunicação oficiais.

A Casa Branca pediu que Pyongyang perdoe o acusado. Pedimos ao governo norte-coreano que o perdoe (...) e liberte-o imediatamente, declarou o porta-voz da presidência, Josh Earnest.

Esta cada vez mais claro que o governo norte-coreano utiliza os cidadãos americanos como reféns, com motivações meramente políticas, acrescentou Earnest, que recordou que o departamento de Estado recomenda seus cidadãos a não viajar a este país.

A condenação contra Otto Warmbier, um estudante de 21 anos da Universidade da Virgínia, foi pronunciada pelo Tribunal Supremo norte-coreano, indicou a agência estatal KCNA.

Segundo a KCNA, Warmbier foi detido por atos hostis contra o Estado e condenado ao amparo de um artigo do código penal relacionado à subversão.

Durante a investigação, o acusado confessou ter cometido um crime grave, disse a agência, sem dar mais detalhes.

As acusações pelas quais foi detido e condenado não provocariam nada mais sério do que uma advertência nos Estados Unidos e na maioria dos países do mundo, ressaltou o porta-voz do presidente Barack Obama.

O jovem foi detido em janeiro quando ia deixar o país. Mais tarde confessou que havia roubado um estandarte com um slogan político em uma zona reservada aos funcionários do hotel de Pyongyang onde esteve hospedado durante uma viagem.

Esta detenção ocorreu em um momento sensível. A Coreia do Norte havia acabado de realizar seu quarto teste nuclear, e os Estados Unidos lideravam a campanha para obter nas Nações Unidas a adoção de sanções muito mais duras que as que pesavam sobre Pyongyang, finalmente adotadas no início de março.

Queria um troféu

No passado, a Coreia do Norte se valeu da detenção de cidadãos americanos para receber visitas de alto nível, como a realizada pelo ex-presidente Bill Clinton para obter a libertação de dois deles.

O anúncio da condenação foi feito horas depois de uma reunião do veterano diplomata americano Bill Richardson com dois diplomatas norte-coreanos em Nova York, para pedir a eles a libertação do jovem.

Pedi a libertação de Otto por motivos humanitários, e concordaram em examinar nosso pedido, disse Richardson ao New York Times, que escreveu sobre o encontro, realizado em um hotel perto da sede da ONU.

Otto Warmbier chegou à Coreia do Norte no âmbito de uma viagem organizada por ocasião do Ano Novo pela agência chinesa Young Pioneer Tours. Foi detido quando o grupo se preparava para voltar a Pequim, em 2 de janeiro.

Os Estados Unidos não têm relações diplomáticas ou consulares com a Coreia do Norte, razão pela qual é a embaixada da Suécia em Pyongyang a responsável por propor serviços consulares limitados aos cidadãos americanos detidos no país.

Atualmente, outros dois cidadãos americanos estão detidos na Coreia do Norte, onde um pastor canadense de 60 anos também foi condenado no mês passado à prisão perpétua com trabalhos forçados por sedição.

Seguindo um roteiro bem estabelecido, os estrangeiros detidos na Coreia do Norte devem fazer uma confissão pública na televisão, como etapa prévia ao seu processo de libertação.

Assim, Otto Warmbier foi apresentado à imprensa estrangeira e aos diplomatas no fim de fevereiro, chorando e dizendo que havia cometido o pior erro de (sua) vida.

Segundo a imprensa oficial norte-coreana, confessou ter roubado o estandarte a pedido de uma fiel da Igreja Metodista Unificada da Amizade, uma igreja americana que queria um troféu.

De acordo com a mesma fonte, a pessoa em questão é a mãe de um amigo de Warmbier.

Na Coreia do Norte são onipresentes os slogans à gloria do país e de seus habitantes, ou que encorajam a população a trabalhar mais duro e a se mostrar leal ao governo.

 

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