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20 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 SP promove campanha de vacinação contra a febre aftosa neste mês - Jornal Brasil em Folhas
SP promove campanha de vacinação contra a febre aftosa neste mês


Durante o mês de maio, cerca de 11 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) de todas as idades deverão ser vacinados contra a febre aftosa no Estado de São Paulo. A etapa deste mês da campanha anual foi lançada oficialmente nesta terça-feira (1º), no Centro de Pesquisa de Bovinos de Corte do Instituto de Zootecnia (IZ), em Sertãozinho, pelo secretário de Agricultura e Abastecimento paulista, Francisco Jardim.

Também participaram da ação o coordenador de Defesa Agropecuária (CDA), Fernando Gomes Buchala, e a diretora do IZ, Renata Branco Arnandes. Neste ano, o território paulista adota uma nova estratégia de imunização contra a doença, para uniformizar o sistema com o calendário dos demais Estados da Federação, com vistas à retirada da vacinação em 2021.

“Estamos com um nível bom de controle da aftosa, com uma taxa de vacinação superior a 98% do rebanho paulista, mas é preciso estarmos sempre atentos, especialmente os produtores”, afirma Francisco Jardim, ao destacar que não vacinar os animais pode acarretar em multas e na interdição da propriedade.

O ajuste foi realizado a partir de solicitação da Secretaria paulista ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), considerando o pleito do setor produtivo. É proibida a vacinação de outras espécies animais.

De acordo com Fernando Buchala, muitos Estados já adotavam a inversão do calendário, fazendo com que fosse necessário um acompanhamento maior dos animais que chegavam à São Paulo, que exigia um cronograma diferente de imunização. “Nosso sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal já está preparado, os revendedores estão abastecidos com os estoques de vacina para todo o rebanho”, explica o veterinário. Ele detalha que a inversão no calendário corrige uma interferência no manejo do rebanho reprodutivo.

Grupo

A retirada da vacinação contra a febre aftosa está prevista no Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, do Mapa. Para São Paulo, que pertence ao grupo IV, juntamente com os Estados da Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, a previsão é em 2021.

Para o coordenador da Defesa Agropecuária, o processo é um enorme desafio para o Estado, coração da pecuária brasileira. “Apesar de concentrar apenas 5% do rebanho total, São Paulo concentra 30% da exportação nacional. Por ser um centro logístico da pecuária, São Paulo será um dos últimos a ter a retirada da vacinação, para garantir um nível de segurança”, diz Buchala.

O processo envolverá o empenho das equipes das Coordenadorias de Defesa Agropecuária e de Assistência Técnica Integral (Cati) paulistas, para criar uma cultura de educação sanitária junto ao setor produtivo. “A conscientização do criador é parte importante nesse processo de adaptação do calendário, evitando problema no trânsito dos animais e de status vacinal entre os Estados, com uma barreira imunológica para a retirada da vacinação”, finaliza o secretário Francisco Jardim.

Eficiência

A primeira providência é adquirir as vacinas em estabelecimentos cadastrados junto à Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Isso porque todo o estoque de vacina disponível no Estado para comércio durante a etapa da campanha é cadastrado pela revenda em sistema informatizado.

No momento da compra, o volume adquirido pelo criador é transferido, por meio do sistema, para o estoque da propriedade, o que facilita a declaração da vacinação pelo criador. A legislação proíbe o uso de vacinas adquiridas em etapas de vacinações anteriores.

O criador deve se organizar para fazer a vacinação dentro do prazo estabelecido pela legislação, ou seja, entre 1º e 31 de maio, e tem até o dia 7 de junho para comunicar a vacinação ao órgão oficial de Defesa Agropecuária diretamente no sistema informatizado.

É preciso declarar todos os animais de outras espécies existentes na propriedade, tais como equídeos (equinos, asininos e muares), suídeos (suínos, javalis e javaporco), ovinos, caprinos e aves (granjas de aves domésticas, criatórios de avestruzes).

A vacinação é obrigatória. Deixar de vacinar e de comunicar a ação sujeita o criador a multas de 5 Ufesps (128,50 reais) por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps (77,10 reais) por cabeça por deixar de comunicar. O valor de cada Ufesp – Unidade Fiscal do Estado de São Paulo é 25,70 reais.

 

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