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17 de Aug de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

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 Câmara de Prevenção Social coordenará ações de combate à criminalidade - Jornal Brasil em Folhas
Câmara de Prevenção Social coordenará ações de combate à criminalidade


O governo federal criou uma câmara temática para tratar do atendimento à população mais vulnerável nos assuntos de segurança pública. O grupo reunirá ministérios e órgãos da área social com o objetivo de prevenir e reduzir a criminalidade, tendo como foco a juventude dos 100 municípios onde mais ocorrem homicíidios no Brasil.

Instalada ontem (3) durante reunião na Casa Civil da Presidência da República, a Câmara de Prevenção Social em Segurança Pública terá encontros periódicos para identificar e buscar soluções que impeçam os jovens dessas cidades de se aproximar do crime organizado. A câmara será coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Desde a semana passada, o ministro Raul Jungmann vem reunindo diferentes setores da sociedade com o mesmo intuito.

O ministro disse que as estatísticas mostram a vulnerabilidade é maior entre os jovens entre 16 e 24 anos, sobretudo os que não têm família estruturada, que não estão na escola ou não têm emprego. "Eles precisam de educação, saúde, assistência, esporte e cultura para que sigam outro caminho que não o da criminalidade e da violência”, afirmou Jungmann.

Participaram da instalação da câmara os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Educação, Rossieli Soares Silva, do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e do Planejamento, Esteves Colnago, além de representantes das pastas da Saúde, Justiça, Cultura e Direitos Humanos. Após se reunir na semana passada com representantes da indústria e do comércio, o ministro da Segurança recebeu na última segunda-feira (30) líderes religiosos para propor uma parceria em prol do tema.

Segundo Jungmann, a política de prevenção social vai complementar as ações repressivas do governo, que devem ser direcionadas de forma mais dura para o combate de grandes gangues, sequestradores, assassinos e chefes do tráfico de drogas e armas.

“É preciso que a sociedade tenha a clareza de que esse jovem [mais vulnerável], quando cai no sistema prisional, passa a fazer parte das grandes quadrilhas. Lá tem que fazer um juramento e nunca poderá deixá-las. O custo para a sociedade é infinitamente maior do que reunir todos os programas e ir aonde esses jovens estão”, disse Jungmann, referindo-se às 109 cidades que registram 50% de todos os homicídios violentos ocorridos no Brasil.

Edição: Nádia Franco

 

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