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 Exposição no Palácio do Planalto homenageia ex-pracinhas - Jornal Brasil em Folhas
Exposição no Palácio do Planalto homenageia ex-pracinhas


Um verdadeiro baú de recordações foi aberto nesta quinta-feira (17) no hall de entrada do Palácio do Planalto, com a inauguração da exposição Entre a Saudade e a Guerra, que reúne documentos, cartas e fotos sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O presidente Michel Temer e o ministro da Defesa, general Silva e Luna, participaram da cerimônia de abertura da mostra, que contou também com a presença do coronel Nestor da Silva, que esteve na campanha da Itália.

“Senti um prazer imenso de ver uma homenagem tão bonita no Palácio do Planalto, com a presença do senhor presidente da República, para homenagear aqueles que, como eu, participaram da Força Expedicionária Brasileira [FEB] e lutaram nos campos de batalha na Itália. Lembro de tudo, tenho toda a história da guerra na cabeça”, disse o coronel, que tem 101 anos.
O ex-combatente coronel Nestor da Silva e o presidente Temer, posam para foto com alunos de colégio militar durante cerimônia de abertura da exposição Entre a Saudade e a Guerra, a mostra traz imagens e documentos da história da FEB.

Temer e o coronel Silva caminharam pela exposição, vendo fotos e cartas que eram enviadas e recebidas pelos soldados brasileiros durante a guerra.

“Entre outras coisas, essas exposições nos trazem a memória do passado e dos atos heroicos que o Brasil por, meio dos seus nacionais, praticou na Itália. É uma grande honra contar com a participação do veterano da Força Expedicionária Brasileira. O sacrifício dos nossos pracinhas sempre há de inspirar em nós um profundo sentimento de respeito”, disse o presidente. Os soldados brasileiros que foram lutar na Itália, durante a Segunda Guerra, ficaram conhecidos como pracinhas.

Em discurso, o ministro da Defesa exaltou o sacrifício dos militares brasileiros durante o período que passaram em território italiano. “Esses bravos soldados contribuíram de maneira decisiva com o esforço de guerra dos aliados. Com as expressivas vitórias de Montese e Monte Castelo, entre outras, abrindo assim o prosseguimento para a vitória final. Na vitória, trataram com bondade e respeito milhares de bravos prisioneiros de guerra alemães, preservando-lhes a vida e a autoestima.”

Orgulho

Um dos convidados para a abertura da exposição era Leonardo Sampaio. Debruçado diante de uma das vitrines, nada indicava a relação íntima que Leonardo tinha com as cartas expostas diante dele. “Essa é minha avó”, puxou, orgulhoso, conversa com o repórter. “Sinto um orgulho imenso. Muita satisfação de ver a história dos nossos heróis ser lembrada dessa forma.”

A avó de Leonardo, Aracy Arnaud Sampaio, era tenente da FEB e foi enviada à Itália para servir como enfermeira. Ela recebia cartas de parentes e amigos do Brasil. Quando voltou do seu período na Europa, Aracy adquiriu o hábito de passar a limpo as cartas que trouxera consigo.

Uma das cartas que a tenente Aracy recebeu foi de sua amiga Clarita. “Acredite, cara amiguinha, na sinceridade de minha admiração e no desejo ardente de vê-la novamente aqui, a contar-nos os vários episódios de sua nobre aventura, com a naturalidade de quem relata um filme. Você é bem capaz dessa naturalidade, pois ela é bem própria das heroínas”, diz um trecho da carta, enviada em 24 de fevereiro de 1945.

O Brasil na Segunda Guerra

O Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial em agosto de 1942. Após alemães atacarem navios brasileiros nos mares Atlântico e Mediterrâneo, o presidente Getúlio Vargas declarou guerra aos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). Mas os primeiros soldados brasileiros só foram enviados à Europa em 1944. Com a entrada do Brasil na guerra, foi criada a Força Expedicionária Brasileira.

O slogan da FEB dizia que, com a entrada dos brasileiros no conflito, “a cobra iria fumar”. Daí nasceu o símbolo da FEB, uma cobra fumando um cachimbo. Mais de 25 mil brasileiros foram enviados para combater o regime fascista de Benito Mussolini. Dentre as vitórias emblemáticas da FEB na Itália, estão as batalhas em Monte Castelo, no norte do país, e Montese, na região dos Montes Apeninos, em fevereiro e abril de 1945, respectivamente.

Exposição

Organizada pela Presidência da República, por intermédio da Secretaria-Geral, da Diretoria de Documentação Histórica e do Gabinete de Segurança Institucional, a mostra fica aberta ao público de 18 de maio a 5 de julho, inclusive nos fins de semana, e tem entrada gratuita. Para ter acesso à exposição, é necessário realizar agendamento online.

Os horários de visitação de terça a sexta-feira são às 10h, 11h, 14h e 15h. Nos fins de semana, as visitas serão às 9h, 10h, 11h, 12h, 13h e 14h, sempre em grupos de 35 pessoas a cada hora. A exposição conta com monitores para orientação aos visitantes.

Edição: Nádia Franco

 

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