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14 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Governo reduz estimativa de crescimento para 2,5% em 2018 - Jornal Brasil em Folhas
Governo reduz estimativa de crescimento para 2,5% em 2018


O governo federal modificou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, para 2,5%, em 2018. A projeção está no Relatório de Despesas e Receitas do segundo bimestre (março e abril), apresentado nesta terça-feira (22). Nos dois primeiros meses do ano, a expectativa de crescimento da economia era de 3%. Com isso, o valor do PIB nominal estimado pelo governo é R$ 6,968 trilhões.

Também houve mudanças na projeção da inflação para o ano, medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Em relação ao primeiro bimestre, quando a inflação estimada pelo governo era de 3,64%, agora a expectativa é que os preços subam, na média, cerca de 3,11%.

As projeções do governo se aproximam da estimativa do mercado financeiro, anunciada no início da semana, que também ajustou expectativas para o crescimento do PIB e variação da inflação.

A redução na expectativa do PIB deste ano foi atribuída a uma queda no consumo de serviços no primeiro trimestre, que fechou o período abaixo da projeção inicial. “Como o primeiro trimestre foi um pouquinho abaixo do previsto, e o PIB do ano inclui o primeiro trimestre, tem essa revisão do PIB para baixo”, explicou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kankzuc, ao assegurar que a previsão de crescimento da economia para 2019 foi reajustada para cima, passando de 3% para 3,3%.

“É uma leitura de que os sinais vitais da economia, de que o investimento, [consumo de] bens de capital, construção e bens duráveis estão super fortes, com crescimento 8% a 9%, em termos anuais”, disse.

O Banco Central já havia registrado, na semana passada, uma queda na atividade econômica do primeiro trimestre em comparação ao trimestre anterior. “A hipótese que a gente tem é que a devolução do FGTS, na liberação que ocorreu em meados do ano passado, houve um aumento desse consumo de serviços e agora ele tá caindo porque acabou esse efeito positivo”, argumentou Fábio Kankzuc.
Taxa de câmbio e petróleo

O governo prevê uma taxa média do dólar em R$ 3,35. O valor é 2,6% superior ao projetado no bimestre anterior. Na última semana, o dólar se valorizou mais de 3,8%, mas ontem (21) recuou depois de intervenção do BC no mercado de câmbio.

A previsão sobre o preço médio do barril de petróleo também foi reajustada. De acordo com o relatório, o governo estima que a cotação do barril do tipo Brent será de US$ 68,30, na média anual, um aumento de 5,1% sobre o bimestre anterior (US$ 64,98). A mudança de expectativa ocorre após a recente valorização do petróleo, depois que o governo dos Estados Unidos anunciou o fim do acordo nuclear com o Irã, que é um dos maiores produtores do combustível no planeta.

O rendimento médio dos salários foi reajustado para baixo, no Relatório de Despesas e Receitas do governo. Segundo as projeções, a massa salarial nominal vai crescer 5,12% e não 5,88%, como previsto anteriormente. Segundo o Ministério da Fazenda, este reajuste segue a previsão de crescimento menor da economia no ano.

*Matéria alterada às 13h26 para acréscimo de informações.

Edição: Maria Claudia

 

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