Assine Brasil em Folhas / Nuvem / Pressreader



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


25 de Jun de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade
 

...

...

 
Notícias
 Quarto dia de protesto agrava falta de gasolina, alimentos e ônibus - Jornal Brasil em Folhas
Quarto dia de protesto agrava falta de gasolina, alimentos e ônibus


A rotina de trabalho e estudo de milhões de brasileiros foi transtornada com a diminuição da frota de transporte público e forte impacto nos diversos serviços públicos, da limpeza urbana à segurança no quarto dia dos protestos dos caminhoneiros. Aeroportos racionam combustíveis e há riscos até para o fornecimento de água e luz. Aulas, atividades e viagens continuam sendo suspensas; hospitais reclamam da falta de medicamentos; supermercados da falta de alimentos; as linhas de montagem das indústrias param sem peças e até os animais - gado, aves e suínos, a chamada carga viva - passam fome retidos nas barreiras das estradas. As repartições decretam ponto facultativo, empresas suspendem jornadas. Sem estoques, os preços disparam: hoje a batata vale ouro.

A população, irritada há meses com o mais sobe do que desce do preço da gasolina, começou a semana empenhando algum tipo de solidariedade ao movimento dos caminhoneiros - sentimento que deve mudar à medida que sumirem das prateleiras os bens de consumo. Eles avisaram na semana passada que se se mobilizariam para baixar, na marra, o valor do diesel e acabar com o que chamam, nos grupos fechados das redes sociais, de palhaçada da Petrobras. Os avisos não ecoaram. A heterogeneidade do grupo - que envolve motoristas autônomos, mas também empresas transportadoras - levou alguns analistas a dizer que se trata de um locaute e não de uma greve.

Locaute ou greve, o resultado de quatro dias de paralisação é o mesmo: a completa desorganização da vida social, que deixou reféns, nas palavras do decano do STF, ministro Celso de Mello, o governo, o Congresso, governadores e prefeitos. À medida que aumentavam as filas de caminhões parados nas rodovias e de automóveis nos postos, as autoridades federais começaram a agir para tentar acabar com a paralisação. Os governadores, responsáveis pela cobrança de ICMS nos combustíveis, permaneceram quietos.

Brasília pediu uma trégua que não foi aceita. A Petrobras, que chegou a aumentar o preço do diesel no dia em que a greve foi deflagrada, deu um desconto de 10% no combustível e congelou o preço por 15 dias. As ações da estatal despencaram na Bolsa, mas para os caminhoneiros não foi suficiente. Com cálculos que apresentam uma diferença de quase R$ 10 bilhões, governo e Congresso aceitaram diminuir os impostos federais sobre combustíveis, prometendo compensar o Tesouro Nacional com a reoneração da folha de pagamento de outros setores. Também não foi suficiente: os caminhoneiros exigem ver tudo publicado no Diário Oficial. Apoiando-se na Justiça - e ainda sem recorrer às forças de segurança - a Advocacia-Geral da União (AGU) obteve dezenas de liminares para tentar desbloquear as estradas.
Filas nos postos e falta de combustível

A quinta-feira foi marcada por longas filas de carros em frente aos postos na maior parte do país. Os motoristas aguardaram por horas para conseguir encher o tanque. Com a grande procura, muitos postos fecharam as bombas, pois os estoques chegaram a zero.

Frota de ônibus reduzida

As empresas reduziram o número de ônibus em circulação devido à dificuldade no abastecimento. Em Belo Horizonte, a circulação dos ônibus foi cortada pela metade nos períodos de menor pico, entre 9h e 16h e entre 20h e 0h. Em Recife, no horário de pico, das 5h às 8h, a circulação dos ônibus foi reduzida de 10% a 30%, segundo o órgão gestor, a Grande Recife Consórcio de Transporte.
O impacto da greve dos caminhoneiros agora chega ao transporte coletivo do DF, as empresas de ônibus têm estoque de combustível suficiente para, no máximo, domingo

O impacto da greve dos caminhoneiros chegou ao transporte coletivo (Marcello Casal jr/Agência Brasil)
Desabastecimento

O setor de alimentos foi um dos mais afetados pelo protesto. Os caminhões carregados com os produtos ficaram retidos nos bloqueios dos manifestantes nas estradas, e não chegaram nas centrais de abastecimento. Nos supermercados, algumas prateleiras ficaram vazias. Para minimizar os impactos da greve, o governo de Minas decretou ponto facultativo nesta sexta-feira (25).
Liminares e escolta

Diante do cenário, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu à Justiça para desbloquear as rodovias federais e permitir a passagem dos caminhões. E a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para escoltar caminhões-tanque ao aeroporto no Paraná.

Edição: Carolina Pimentel

 

Últimas Notícias

Desaprovação a Bolsonaro sobe a 64%. Pior situação é a de Alckmin
PT lança pré-candidatura de Kátia Maria ao Governo de Goiás
Copa chega ao 10º dia com jogo da Alemanha; acompanhe
Trump ameaça sobretaxar carros europeus em 20%
Inadimplência em condomínios abre espaço para venda das dívidas
Dólar sobe mesmo com atuação do BC; Bovespa fecha em alta
Tesouro Direto registra décimo mês seguido de saques
BC anuncia mais injeção de dólares no mercado de câmbio

MAIS NOTICIAS

 

Copa chega ao 10º dia com jogo da Alemanha; acompanhe
 
 
Trump ameaça sobretaxar carros europeus em 20%
 
 
Inadimplência em condomínios abre espaço para venda das dívidas
 
 
Tesouro Direto registra décimo mês seguido de saques
 
 
BC anuncia mais injeção de dólares no mercado de câmbio
 
 
Cade aprova venda de 80% do Walmart Brasil para fundo americano

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212