Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


19 de Mar de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Conselho Monetário aperta regras para investimento de fundos de pensão - Jornal Brasil em Folhas
Conselho Monetário aperta regras para investimento de fundos de pensão


Os fundos de pensão fechados (constituídos por funcionários de uma empresa) passarão a obedecer a regras mais rígidas de investimentos para prevenir riscos. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou
hoje (25) novas normas que pretendem aumentar a transparência e aprimorar a gestão das entidades fechadas de previdência complementar.

Agora, os fundos de pensão que terceirizarem a administração dos recursos terão de escolher os gestores unicamente por relações comerciais, sem ter trabalhado anteriormente no fundo de pensão. A medida tem por objetivo evitar conflitos de interesse que levem a maus investimentos.

Para reduzir a possibilidade de investimentos ruins, os fundos de pensão também terão de designar um administrador ou um comitê exclusivo para gerenciar os riscos. Os principais fundos de pensão têm profissionais do tipo, mas a regra ainda não era obrigatória.

O CMN também revisou os limites para determinados tipos de investimentos dos fundos de pensão. Os investimentos diretos em imóveis, como compra de prédios, foram proibidos. As entidades de previdência complementar só poderão aplicar no mercado imobiliário por meio de fundos de investimento, certificados de recebíveis imobiliários e cédulas de crédito imobiliário. Em troca, o limite para aplicação nesse segmento passou de 8% para 20% do patrimônio.

Os fundos terão 12 anos para se desfazer dos imóveis atuais ou transferi-los a fundos de investimento especializados. Segundo o diretor-superintendente substituto de Previdência Complementar (Previc), Fábio Coelho, o objetivo da mudança é blindar os fundos de pensão de conflitos de interesse com o mercado imobiliário. “As fundações devem se especializar em pagar benefícios e atender aos participantes, não em gerir imóveis, o que é tarefa de fundos de investimento imobiliários.”

Por recomendação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão, o CMN aumentou as restrições a aplicações em fundos de investimento em participação (FIP), instrumento por meio do qual as entidades de previdência fechada podem aplicar em empresas. Considerados de risco, por causa de aplicações em empresas que podem não sair do papel, os FIP tiveram o limite de aplicação reduzido de 20% para 15% do patrimônio.

Para melhorar a prevenção de fraudes, o CMN determinou que os gestores de cada FIP injetem dinheiro próprio em cada investimento. Pela resolução, caso o fundo de pensão perca dinheiro ao investir em uma FIP, o responsável pelo investimento terá de perder pelo menos 3% do valor aplicado.

De acordo com Coelho, as mudanças fazem parte de uma modernização das regulações que foi discutida com os fundos de pensão e entidades representativas do setor. As alterações, acrescentou, ajudarão a prevenir escândalos de corrupção na administração dos recursos dos contribuintes ativos, aposentados e pensionistas de cada plano.

“Estamos aperfeiçoando bastante o processo de transparência dos investimentos, como as fundações fazem investimentos. Medidas como a responsabilidade na escolha do gestor e as restrições a investimentos em FIP reforçam a governança”, declarou.

 

Últimas Notícias

Receita cria chat para regularizar débitos de pessoas físicas
MP facilita registro de empresas nas juntas comerciais
Mudança em servidor foi a causa de instabilidade ontem, diz Facebook
Corte de pessoal gera economia de R$ 200 milhões, afirma presidente
TCU pede informações antes de decidir sobre leilão de ferrovia
Leilão de aeroportos testa novo modelo em blocos
Pretendentes já ofertaram R$ 2,3 bi no leilão de aeroportos
Aeroportos foram arrematados com ágio médio de 986%

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212