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 Abastecimento teve pequena melhora nesta terça, diz Ceasa-RJ - Jornal Brasil em Folhas
Abastecimento teve pequena melhora nesta terça, diz Ceasa-RJ


A chegada de alimentos à Central Estadual de Abastecimento do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ) teve uma pequena melhora hoje (29), avaliou uma nota divulgada na página oficial do órgão na internet. A central foi afetada pelos oito dias de greve dos caminhoneiros e ficou com parte dos pavilhões praticamente vazia nos últimos dias.

Diante dos reflexos da greve, a Ceasa decidiu abrir no feriado de Corpus Christi (31) os mercados de Irajá, no Rio de Janeiro, e de São Gonçalo. O funcionamento das lojas será facultativo.
Movimento na Central de Abastecimento do Estado do Rio (Ceasa-RJ), em Irajá, Zona Norte da cidade.

A alface crespa, que ontem 6 quilos custavam R$ 100, caiu hoje para R$ 50 a mesma quantidade na Central de Abastecimento do Estado do Rio (Ceasa-RJ), em Irajá, Zona Norte da cidade - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo levantamento da Ceasa, 178 caminhões levaram mantimentos à central até o início da tarde de hoje. Ontem, por exemplo, apenas 37 caminhões tinham transportado mercadorias para o local.

O número de caminhões que chegou hoje, no entanto, segue bem abaixo do que normalmente é verificado. Na terça-feira antes da greve dos caminhoneiros (15/05), 779 caminhões carregados entraram na Ceasa.

O Pavilhão 21, que atende aos agricultores do estado do Rio, chegou a ficar praticamente vazio e, segundo a Ceasa, já começou a se normalizar.

O resultado da maior oferta de hortaliças foi a melhora nos preços. A alface crespa, que ontem 6 quilos custavam R$ 100, caiu hoje para R$ 50 a mesma quantidade. O preço do repolho também caiu pela metade e a acelga hoje custava um quarto do valor de ontem.

A central de abastecimento aconselhou que produtores e caminhoneiros que estiverem com dificuldades de chegar às centrais do Rio e São Gonçalo devem se concentrar em mercados do interior para obterem escolta até a Região Metropolitana.

Produtor de cebola, Henrique dos Santos Machado contou que ainda não tem condições de avaliar o tamanho do prejuízo que teve com a interrupção das entregas.

A gente não tem previsão de quando vai normalizar, porque esses caminhões entraram por causa do Exército. A gente não sabe se amanhã vai chegar mercadoria ou se não vai.

Leonardo da Mota, que também é produtor, contou que o prejuízo com a venda de tomate é muito grande, mas ainda não está contabilizado. Para ele, a partir de agora a situação vai se normalizar.

Creio que de amanhã em diante já vai ser bem melhor.

Edição: Valéria Aguiar

 

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