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19 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Parente diz que política de preços da Petrobras será mantida - Jornal Brasil em Folhas
Parente diz que política de preços da Petrobras será mantida


Em teleconferência com analistas e investidores hoje (29), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse hoje (29) que a política de preços da companhia será mantida e acrescentou que o governo federal entende a relevância de manter a equação econômica dessa política.

Em vigor desde o ano passado, a atual política de preços da Petrobras prevê reajustes dos combustíveis com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo no mercado internacional e também a oscilação do dólar.

Parente informou que uma equipe da Petrobras, em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e de Minas e Energia, participa da elaboração das medidas provisórias e do decreto que tratarão de redução de impostos sobre o diesel, que devem ser divulgados até amanhã (30). Como as medidas ainda não estão concluídas, ele disse que não poderia dar mais detalhes, mas reafirmou que os conceitos da política de preços da empresa serão respeitados.

“Nesse sentido, então, o que estamos buscando com apoio do governo, uma vez qualquer que seja a sistemática aprovada, é que o resultado econômico da aplicação dessa nova sistemática não seja diferente daquele que seria produzido pela aplicação da política em vigor”, disse.

Segundo Parente, seja qual for a periodicidade que as correções nos preços deverão ser aplicadas após a decisão do governo, o que interessa à empresa é ter a liberdade de aplicar os reajustes que sejam derivados das condições do mercado. “Dentro do que está em discussão com o governo, está mantida, sim, independentemente da periodicidade, a nossa prerrogativa de fazer os ajustes que sejam necessários. Nós vamos ser, sem dúvida, bastante transparentes quanto a isso”, garantiu o presidente da Petrobras.
Negociações

Segundo Parente, a proposta apresentada pela empresa na semana passada, de reduzir em 10% o preço do diesel nas refinarias por 15 dias, abriu caminho para as negociações com os caminhoneiros em paralisação e disse que, naquele momento, a empresa precisava ter coragem. “Tenho certeza de que qualquer empresa com responsabilidade social, seja ela de controle público ou controle privado faria, tivemos a responsabilidade e coragem de fazer, exatamente reconhecendo a gravidade do momento não apenas que vivíamos ali mas que certamente poderia acontecer no dia seguinte”, explicou.

Para ele, o anúncio não foi compreendido pelo mercado. “Sei que foi uma questão que foi polêmica, que não foi bem entendida, mas naquele momento, claramente, entendemos que para dar uma chance maior da gente conseguir manter estes conceitos sobre a nossa política de preços, precisávamos, sim, naquele momento, ter a coragem de fazer este movimento que foi feito e que permitiu a abertura das discussões entre o governo e os grevistas”, indicou.
Impactos

Parente admitiu que, depois de retomar a credibilidade do mercado e aumentar o seu valor, a companhia sofre os impactos da greve dos caminhoneiros depois que reduziu o preço do diesel na semana passada.

“É uma questão que o país passou e a Petrobras não é uma ilha dentro do Brasil, muitas outras empresas passaram por este problema. Não tem como deixar de reconhecer que evidentemente a credibilidade da empresa hoje é menor do que era há duas semanas atrás, também não podemos deixar de registrar diante de uma crise de proporções importantes”, disse.

Ontem (28), as ações da Petrobras tiveram desvalorização de 14,60% nas ações preferenciais (que dão preferência na distribuição dos dividendos) e 14,07% nas ações ordinárias (que dão direito a voto em assembleias da empresa).

Resultados

O presidente da Petrobras comparou situação da Petrobras em tempos atuais com o que atravessava há alguns anos e apontou a redução do endividamento, atração de parceiros fortes. O executivo ressaltou ainda a redução de custos da empresa.

Aos investidores, ele destacou que a situação da empresa hoje “é muito diferente, para melhor” daquilo que existia há três anos, mas disse que isso não se deve apenas a política de preços em vigor que acompanha as variações dos preços do mercado internacional.

“Não se deve exclusivamente à política de preços, mas se deve a uma série imensa de iniciativas que adotamos com total transparência para o mercado e que estão representadas no nosso plano estratégico”, disse, apontando que do ponto de vista do endividamento, tanto na qualidade como na quantidade a situação é muito superior.

O executivo adiantou que a companhia terá nos próximos dias informações importantes a divulgar com relação a processos de investimentos que estão em andamento na complementação de diversos programas.

Entre os investidores e analistas, o interesse das perguntas girou em torno de investimentos, impacto da paralisação dos caminhoneiros, continuidade da política de preços e a possibilidade de greve de 72 horas dos petroleiros prevista para começar amanhã (30). Parente disse que a empresa confia que os empregados entendam o momento atual. “Desejamos de fato que possamos passar por isso sem maiores consequência para a nossa empresa”.

Edição: Sabrina Craide

 

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