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19 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Servidores de universidades paulistas decidem manter greve - Jornal Brasil em Folhas
Servidores de universidades paulistas decidem manter greve


A reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) com o Fórum das Seis – que reúne representantes das entidades de servidores, professores e estudantes – terminou sem acordo hoje (7). O conselho manteve a proposta de reajuste de 1,5%, já os servidores e professores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) pedem reajuste de 12,6% para repor perdas acumuladas desde 2014. A próxima reunião foi agendada para o dia 13 de junho.

Na tarde de hoje, servidores, professores e estudantes fizeram um ato unificado em frente ao local onde ocorreu a reunião do Cruesp, na Rua Itapeva, no bairro Bela Vista. “Além da reivindicação pela reposição salarial, a gente pede permanência estudantil, manutenção da creche, em defesa de todos os hospitais universitários. É uma pauta ampla em defesa da universidade pública e gratuita”, explicou Michele Schultz, diretora da Associação dos Docentes da USP (Adusp) e professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP Leste.

Servidores das três universidades e os professores da USP e da Unesp já declararam greve. Os professores da Unicamp aprovaram estado de greve e paralisação para hoje (7).

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e integrante do Fórum da Seis, Magno de Carvalho, avalia que o movimento deve se fortalecer com a negativa de uma nova proposta dos reitores. “Estamos juntos para reivindicar perdas. Oferecer 1,5% é um absurdo”, criticou. A proposta para as categorias da Unesp é de reajuste de 16,04%, pois eles não receberam 3% de reajuste em 2016.

Estudantes

Os estudantes da USP também aprovaram a greve. Entre as reivindicações, estão as políticas de permanência estudantil, como bolsas de pesquisa, auxílio-moradia, além de bolsa alimentação.

“Desde que a gente conseguiu aprovar cotas, temos tentado avançar no sentido da permanência para que os alunos consigam ficar na universidade sem sofrer tanto com isso, que tenham suas necessidades básicas atendidas para que consigam desempenhar sua função natural de estudante”, explicou Lucas Petrocino, diretor de Extensão e Jurídico do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Em nota, o reitor da USP, Vahan Agopyan, que preside o Cruesp, informou que o conselho propôs um acompanhamento conjunto da situação orçamentária e financeira das universidades ao longo do segundo semestre. Além disso, informou que foram atendidos itens da pauta geral de reivindicação, como “a criação de dois grupos de trabalho: um para tratar de assuntos específicos relacionados aos servidores celetistas e outro relativo à temática da previdência”.

Edição: Sabrina Craide

 

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