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17 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Polícia indicia quatro por morte de jovem após choque elétrico em SP - Jornal Brasil em Folhas
Polícia indicia quatro por morte de jovem após choque elétrico em SP


A Polícia Civil de São Paulo indiciou quatro pessoas pela morte de Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, após choque elétrico durante o pré-carnaval de rua de São Paulo, em 4 de fevereiro deste ano. Os indiciados são representantes de duas empresas contratadas pelo município para organizar e monitorar o carnaval de rua. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso será relatado à Justiça como homicídio culposo (sem intenção de matar).

O jovem chegou a ser resgatado na Rua Matias Aires, no bairro Consolação, ao lado de um poste semafórico da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e encaminhado para a Santa Casa de São Paulo, mas não resistiu.

Na ocasião, já havia suspeita de que câmeras instaladas pela GWA System para monitoramento do carnaval tivessem provocado o choque elétrico no jovem. A empresa foi contratada pela Dream Factory, vencedora da concorrência da prefeitura de São Paulo para promover o carnaval na cidade.

Em nota, a Dream Factory diz que “recebeu, com indignação, a informação do indiciamento de seus colaboradores, no tocante ao risco de terem assumido a produção do carnaval de rua da prefeitura de São Paulo, uma vez que, após seis meses de investigação, diversos depoimentos e provas foram anexadas ao inquérito em sentido contrário”.

A GWA System classificou de inconsistente a conclusão do inquérito policial que a câmera da empresa teria energizado temporariamente o poste onde estava instalada, o que teria provocado o choque elétrico no jovem. Em nota, a GWA System diz que, além de inconsistente, a conclusão do inquérito contraria todas as informações técnicas e fáticas” apresentadas nos autos.

“Cabe mencionar que o próprio laudo apresentado pela perícia oficial se mostra contraditório, deixando de observar circunstâncias fundamentais para uma conclusão imparcial”, diz ainda o texto da GWA. Segundo a empresa, por questões técnicas, “era impossível que a referida câmera energizasse o poste onde encontrava-se instalada”.

O texto foi ampliado às 19h16 para inclusão de nota da GWA System

Edição: Nádia Franco

 

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