Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


19 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Argentinos fazem vigília para acompanhar votação da Lei do Aborto - Jornal Brasil em Folhas
Argentinos fazem vigília para acompanhar votação da Lei do Aborto


Milhares de argentinos viraram a noite na praça em frente ao Congresso, para acompanhar a votação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que legaliza o aborto. Todos estavam preparados para enfrentar o frio de 5 graus: fizeram fogueiras, montaram barracas e dançaram, ao som de tambores, pedindo aos legisladores o direito a um “aborto livre, gratuito e seguro”.

A sessão começou nessa quarta-feira (13) e, até o fim da noite, havia um empate entre os deputados que discursaram a favor e contra a legalização do aborto. Do lado de fora do Congresso, ativistas dos dois lados ocuparam a praça e defendiam sua posição.

Em um canto da praça, um grupo erguia bandeiras argentinas para mostrar que defendiam a vida – tanto da mãe quanto do feto. “A legalização do aborto viola os direitos humanos da criança que está por nascer”, disse a estudante universitária Simone Beltrami, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ela, o governo deveria investir em educação sexual, em programas sociais de apoio às grávidas e em leis que facilitem o processo de adoção, em vez de legalizar o aborto.

Do outro lado da praça, uma multidão maior acenava com lenços verdes – o símbolo da campanha pela legalização do aborto.Uma das manifestantes, a médica Amparo Lopez, diz que o aborto – apesar de ilegal – sempre foi e sempre será praticado. “Ao legalizá-lo evitaremos muitas mortes”, argumentou, em entrevista à Agencia Brasil. “As mulheres que não querem ou não podem ter filhos poderão interromper a gravidez num hospital, em vez de recorrer a curandeiros ou clínicas clandestinas”.

Segundo as estimativas, 500 mil abortos clandestinos são feitos todos os anos na Argentina. Cerca de 60 mil resultam em complicações e hospitalizações. E muitas mulheres – a maioria pobres ou do interior – morrem por causa de abortos mal feitos. Atualmente, a legislação argentina só permite o aborto em casos de estupro ou se a vida e a saúde da mãe correrem risco.

Desde 2007, sete projetos de lei legalizando o aborto foram apresentados. Este é o primeiro que foi votado. Se for aprovado, as mulheres terão o direito a abortar livremente até completar 14 semanas de gestação. Depois disso, somente em casos de estupro, se a vida e saúde da mãe estiverem em risco ou se o feto sofrer uma malformação incompatível com a vida fora do útero. Independentemente do resultado, o projeto abriu um debate que, segundo o presidente Mauricio Macri, foi “postergado durante 35 anos”. Apesar de apoiar uma discussão “madura” sobre um assunto polêmico, Macri é pessoalmente contra o aborto. Os antecessores dele também.

Edição: Graça Adjuto

 

Últimas Notícias

Submarino argentino é encontrado um ano e um dia após desaparecimento
Parlamento cubano rejeita resolução da Eurocâmara sobre direitos human
Incêndio da Califórnia registra 74 mortos e mais de mil desaparecidos
Livro mistura suspense e fantasia em reflexão sobre violência no país
EBC e Fundação Getulio Vargas firmam acordo para revitalizar acervo
Trabalho de escoramento em viaduto paulistano prossegue neste sábado
Belo Horizonte tem previsão de mais chuva; temporais já mataram quatro
Prefeito de Mariana diz que não desistirá de ação no Reino Unido

MAIS NOTICIAS

 

Morre em Pelotas o criador da camisa canarinho, Aldyr Schlee
 
 
Brasil concentrou 40% dos feminicídios da América Latina em 2017
 
 
Jungmann e Toffoli anunciam sistema para unificar processos de presos
 
 
Pensamento liberal deve guiar a equipe econômica de Bolsonaro
 
 
Gold3-4 minutosfajn permanecerá à frente do BC até Senado aprovar Campos Neto
 
 
Senado argentino aprova orçamento de 2019 como prometeu ao FMI

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212