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24 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Imagens de crianças separadas dos pais nos EUA causam indignação - Jornal Brasil em Folhas
Imagens de crianças separadas dos pais nos EUA causam indignação


A pressão sobre o Congresso dos Estados Unidos para impedir que crianças sem documentos e separadas dos pais presos quando tentam entrar ilegalmente usando a fronteira com o México aumentou com a divulgação de novas imagens de abrigos e áudios de meninos e meninas chorando. A bancada democrata uniu-se em torno de um projeto de lei para proibir a separação de famílias e senadores querem votar uma medida ainda esta semana.

Também foram mostrados casos de crianças que acabaram ficando nos abrigos meses depois da deportação dos familiares adultos. Dentro do próprio partido republicano, alguns políticos já se movimentam contra a tolerância zero do presidente Donald Trump.

O deputado do estado do Colorado, Mike Coffman, por exemplo, disse ontem (18), no Twitter, que quer ajudar a acabar com o desastre de direitos humanos na fronteira.

Ele é um dos parlamentares que apoiam o chamado “Keep Families Together act”, ou lei pelas famílias juntas. É uma proposta da senadora Dianne Feinstein para impedir a separação familiar.

Senadores trabalham para votar o projeto o mais rápido possível. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Feinstein disse que não há lei que exija que uma criança seja retirada dos braços de uma mãe durante a amamentação.

“Esta é uma política imoral de Trump, que deve acabar imediatamente”, afirmou.

Na última sexta-feira (15) Trump culpou os democratas pela situação das crianças em abrigos superlotados. Segundo ele, porque o muro entre os Estados Unidos e o México ainda não foi aprovado pelo Congresso.

Mas ontem, a divulgação das novas imagens dos abrigos improvisados para menores imigrantes indocumentados no Texas que esperam pela deportação dos pais e dos áudios com crianças chorando ao serem, supostamente, separadas dos pais mobilizou ainda mais o Congresso.

Dentro do próprio governo, há quem começou a se posicionar de forma contrária. Inclusive a primeira-dama Melania Trump defendeu que o governo deve seguir as leis, mas que não deve deixar de governar com o coração. Ela condenou a separação familiar.

A Organização das Nações Unidas (ONU) voltou a pedir que o governo Trump interrompa a separação de famílias. Mesmo com a pressão, Trump disse não deixará de cumprir estritamente a lei que já existe – que determina a prisão pelo crime de entrada ilegal no país.

“Não permitirei que os Estados Unidos se transformem em um campo de migrantes, nem em uma instalação de refugiados”, afirmou.

Improviso

As imagens divulgadas por várias redes de televisão nos Estados Unidos aumentaram a polêmica porque mostraram abrigos até em galpões ou antigos supermercados onde foram colocadas camas para crianças e adolescentes que podem falar uma vez por semana com os pais.

No Texas, em um local onde funcionava um supermercado, agora estão abrigadas 1.500 crianças. Além dos abrigos improvisados, o governo Trump cogitou utilizar bases militares com barracas para abrigar os menores.

As propostas do governo para contornar o problema dos abrigos superlotados e a dificuldade de reunir crianças e pais após a separação na fronteira vêm recebendo críticas de entidades de direito civil, da ONU e de congressistas.

Uma pesquisa divulgada pela rede detelevisão CNN revelou que 67% dos americanos são contra a separação de filhos e pais. Do universo dos entrevistados, que considera eleitores democratas, republicanos e independentes, somente 28% afirmaram estar de acordo com a medida de Trump, de cumprir a lei à risca e prender os pais, mesmo que seja necessário separar as crianças.

Entre eleitores declaradamente republicanos, 58% afirmaram não desaprovar a medida.

 

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