Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


17 de Fev de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Colorado debate aumento de crimes após legalização da maconha - Jornal Brasil em Folhas
Colorado debate aumento de crimes após legalização da maconha


O índice de criminalidade no estado norte-americano do Colorado cresceu 5% em 2016 em comparação com 2013, enquanto a tendência nacional registrou queda no mesmo período. O percentual de crimes violentos subiu 12,5% no mesmo período regionalmente, mas o aumento nacional foi inferior a 5%.

Os números são parte da estatística do Departamento de Investigação do Colorado e do FBI, a Polícia Federal norte-americana. Os dados que apontam o aumento da violência coincidem com a legalização da venda de maconha recreativa no Colorado, a partir de 2014. No estado, adultos com mais de 21 anos podem comprar produtos feitos com maconha em lojas especializadas.

Para consumir maconha recreativa, é obrigatória a apresentação de um documento válido e não é permitido o consumo em áreas públicas. A lei estadual limita a compra em 8 gramas de maconha concentrada ou 800 miligramas de produtos à base da planta, como chocolates e gomas de mascar.

Há divergência, no entanto, se existe uma relação entre o aumento da violência e a legalização da maconha. Em entrevista à rede CNN em abril, o governador do Colorado John Hickenlooper afirmou que outros fatores, além da maconha, podem explicar o aumento da criminalidade. Ele acredita que o crescimento econômico pode ser uma das razões.

A indústria do setor se tornou um negócio milionário no estado. O comércio rendeu um recorde de US$ 1,51 bilhão em venda da maconha medicinal e recreativa no ano passado, segundo dados do Departamento de Receita do Colorado. O negócio resultou na arrecadação de US$ 247 milhões em impostos.

“Quando você tem esse tipo de crescimento (econômico), você atrai todos os tipos de pessoas e algumas delas são indesejáveis. Elas vêm atraídos pelo [comércio] da maconha? Ou eles vêm porque há um monte de dinheiro na comunidade e este é um ótimo lugar para tentar roubar alguém?”, questionou o governador. Para Hickenlooper, são necessários mais estudos e estatísticas para esclarecer a questão. “Mais dados são a única maneira de descobrir isso”, argumentou.

A posição do governador não é unânime. O procurador distrital de Denver, Mitch Morrissey, enviou em outubro passado uma carta com um relato sombrio sobre o tema aos eleitores da Califórnia, que discutiam a legalização. Ele contou que, só na capital do Colorado, o número de crimes cresceu cerca de 44% desde que o uso recreativo da maconha foi liberado.

E relatou que, durante este período, os policiais estiveram mais ocupados com crimes relacionados à maconha do que em qualquer outro momento da história da cidade. Morrissey ponderou, no entanto, que não se pode correlacionar o aumento do crime exclusivamente à liberação e observou que existem diversos outros fatores relacionados.

Defensores da legalização discordam que a mudança na legislação tenha contribuído para o aumento da criminalidade. A organização defensora da venda da erva, o Projeto de Política da Maconha (MPP na sigla em inglês), menciona em artigo publicado em sua página na internet que “não há evidências sobre o uso de maconha contribuindo para o aumento do crime”.

E complementa que “as taxas de homicídios, assaltos e furtos foram aproximadamente as mesmas em 2015 e em 2009, ano em que centenas de empresas de maconha medicinal começaram a abrir” no Colorado.

O consumo de maconha recreativa é legal em nove estados norte-americanos e o uso medicinal é permitido em 29. Apesar das leis estaduais que autorizam o uso da maconha, as leis federais ainda consideram o porte e o consumo ilegais.

O governo Barack Obama permitia que as regras estaduais fossem mantidas sem interferência federal. Mas a administração de Donald Trump adotou uma linha mais dura. Em janeiro, o procurador-geral Jeff Sessions revogou os memorandos que estabeleceram a política de não interferência. Na prática, a mudança permitiu que promotores federais do país priorizem recursos para reprimir a posse, distribuição e cultivo da maconha mesmo em estados onde o consumo é legal.

Outros países

O Canadá acabou de legalizar o uso recreativo da maconha, que valerá em todo o país a partir de outubro. O Uruguai fez o mesmo em 2013. Holanda – país pioneiro –, Portugal, Espanha e Jamaica já descriminalizaram o consumo da droga. O uso terapêutico e medicinal já é permitido no México, na Colômbia, no Chile, na Argentina e em Israel.

No Brasil, ainda não há legislação sobre uso medicinal – a importação do canabidiol é autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), caso a caso. Desde 2006, não há mais pena de prisão para usuários, mas o porte e a venda de drogas continuam ilegais e até hoje não se definiu, como mostra esta reportagem, a quantidade de substância que diferencia posse para uso pessoal de tráfico.

Edição: Juliana Andrade

 

Últimas Notícias

Governadores pedem ao STF julgamento de processos sobre repasses
Ministro quer atrair investimentos privados para Jardim Botânico do RJ
Fies vai oferecer 100 mil vagas a juro zero para alunos de baixa renda
TJ libera R$ 13 milhões para Vale ressarcir gastos do governo mineiro
Vale pede mais tempo para analisar Termo de Ajuste Preliminar
Deputados do Rio presos podem ter posses suspensas
Vale suspende operação em barragem em Brucutu e de mina em Brumadinho
TRE-RJ mantém ex-deputado Paulo Melo inelegível até 2024

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212